Petróleo em alta e demanda forte estimulam TAM a rever tarifas

terça-feira, 13 de maio de 2008 13:09 BRT
 

SÃO PAULO, 13 de maio (Reuters) - A companhia aérea TAM registrou uma queda de 96 por cento no lucro líquido do primeiro trimestre, mas as ações da companhia registravam alta de quase 1 por cento nesta manhã influenciadas por perspectiva otimista da empresa para o ano, apesar do custo crescente com combustíveis.

A companhia vê um mercado brasileiro de aviação aquecido ao longo do ano e está elevando preços de tarifas domésticas e internacionais, além de manter rotas no exterior e planos de frota.

Em teleconferência com analistas e jornalistas nesta terça-feira, o vice-presidente financeiro Líbano Barroso afirmou que a empresa elevou de 5 para 7 por cento sua previsão de crescimento no indicador yield de vôos domésticos em relação a 2007, com projeção no mercado internacional de alta de 5 por cento em dólares.

O indicador mede a relação entre receita por passageiros transportados por quilômetro percorrido e é um importante índice operacional de uma companhia aérea.

"Todos os setores da economia (brasileira) estão aquecidos e continua havendo ainda um perfil de tráfego em torno de 70 por cento ligado a negócios. Estamos vendo sim uma resposta positiva (de demanda) mesmo em ambiente de recuperação de preços", disse Barroso.

Segundo o executivo, em 2007 os preços no mercado doméstico foram 19 por cento menores que os de 2006.

"Se colocarmos ai uma inflação de 4 por cento se pode ver que nossos preços ficaram em termos reais cerca de 23 por cento abaixo de 2006", afirmou. "Estamos com expectativa de recuperação no yield, mas ele ainda ficará muito aquém do ano de 2006", acrescentou, afirmando que a desafagem faz parte da estratégia da empresa de estimular a demanda, evitando perder participação de mercado.

"A recuperação nos preços visa neutralizar parcialmente os preços de combustíveis", disse Barroso.

A TAM anunciou no final da segunda-feira que teve lucro de 2,6 milhões de reais no primeiro trimestre em uma acentuada queda em relação ao ganho de 59,2 milhões de reais obtido um ano antes. A companhia foi impactada por alta de 48,1 por cento nos custos com combustível de aviação e por aumento de 29,1 por cento com marketing, vinculados a uma campanha de relaçamento da marca com foco na origem da empresa marcada por atendimento personalizado.   Continuação...