13 de Novembro de 2007 / às 20:02 / 10 anos atrás

ESPECIAL-Com ou sem recessão, mercados emergentes são boa opção

(James Saft é colunista da Reuters. As opiniões expressadas são responsabilidade do autor)

Por James Saft

LONDRES, 13 de novembro (Reuters) - Você acha que os Estados Unidos estão se equilibrando à beira de uma recessão? Invista em mercados emergentes.

Você acha que os EUA passarão apenas por uma desaceleração? Invista em mercados emergentes.

Cheios de dinheiro e basicamente intocados pela crise do setor de moradias norte-americano, os mercados emergentes também estão se diferenciando pelo aumento da riqueza local, tornando-os menos dependentes da demanda dos EUA e da Europa.

Além disso, investimentos em mercados emergentes se beneficiarão de cortes passados e futuros da taxa básica de juro dos EUA. Embora o objetivo desses cortes seja amortecer a crise em casa, eles vão apoiar o forte crescimento de países como Índia e Rússia.

Há dois anos, você poderia ser motivo de piada na escola se previsse a chamada teoria de "descolamento", sob a qual países em desenvolvimento podem se sair relativamente bem independentemente do rumo da maior economia mundial.

A teoria vigente até então sempre sustentou que, quando os EUA espirram, o resto do mundo fica com febre.

Mas o debate mudou totalmente, como foi mostrado pelo desempenho relativamente forte e resistente dos ativos de emergentes durante períodos de turbulência.

O índice MSCI .MSCIEF para ações globais de mercados emergentes subiu mais de um terço até agora neste ano e 14 por cento desde pouco antes de os mercados começarem a se complicarem alguns meses atrás.

Em contraste, o índice MSCI G7 .MIGS00000PUS de países desenvolvidos tem queda de mais de 5 por cento desde o período de crise e alta de pouco mais de 2 por cento no ano.

Mas podem os mercados emergentes continuar tendo esse desempenho muito bom tanto no caso de um pouso suave como no de uma aterrissagem forçada da economia norte-americana?

"É uma aposta muito boa", disse Stephen Jen, estrategista de câmbio do Morgan Stanley em Londres. "É uma conclusão extraordinária que ninguém traçaria dois anos atrás."

Jen alerta, contudo, sobre a possibilidade de fortes quedas nas ações chinesas e em valores de propriedades, o que pode prejudicar a demanda e a confiança do país.

Contudo, um dos principais fatores que estão sustentando o desempenho dos mercados emergentes são os fortes fluxos de investimento vindos de países desenvolvidos, os quais muitos analistas vêem como uma mudança permanente, ao invés da comum busca por altos rendimentos no curto prazo.

O Morgan Stanley estima que a entrada líquida de dinheiro em carteira de ativos financeiros nos mercados emergentes esteja em 50,2 bilhões de dólares neste ano, contra 15,2 bilhões no mesmo período há um ano e 12,5 bilhões em 2005.

Por sua vez, Steve Barrow, estrategista-chefe de câmbio do Bear Stearns em Londres, acha que tensões em mercados desenvolvidos, particularmente sobre o de crédito, podem tornar os emergentes mais atrativos, em lugar de menos atrativos.

"Ativos 'mais arriscados' nos mercados emergentes não são mais vistos como tão arriscados quando comparados com alguns ativos que implodiram no mundo desenvolvido", escreveu o executivo em uma nota a clientes nesta segunda-feira.

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