Coréia do Norte retoma desmantelamento de reator atômico

segunda-feira, 13 de outubro de 2008 16:21 BRT
 

VIENA, 13 de outubro (Reuters) - A Coréia do Norte vai retomar na terça-feira o desmantelamento de um reator em seu complexo nuclear capaz de produzir plutônio, informou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) na segunda-feira.

Um comunicado da AIEA confirmou os relatórios diplomáticos divulgados no começo do dia, que diziam que a Coréia do Norte voltou a permitir o acesso de inspetores da AIEA à usina de Yongbyon. Pyongyang havia afirmado no domingo que retomaria a eliminação de seu programa de produção da bomba atômica, cumprindo acordo feito com Washington.

Melissa Fleming, porta-voz da agência da ONU, disse que a Coréia do Norte voltou a permitir o monitoramento da AIEA em seu reator, uma instalação nuclear de produção de combustível e uma usina de reprocessamento que produzia plutônio próprio para armas.

"Os inspetores da agência também foram informados hoje de que, a partir de manhã, 14 de outubro, as atividades de encerramento do núcleo do reator seriam retomadas, monitoradas por inspetores da agência", afirmou.

"(Nossos) inspetores também terão permissão para reaplicar medidas de vigilância e restrições nas instalações de reprocessamento", disse Fleming em comunicado.

A Coréia do Norte havia impedido o acesso dos inspetores a Yongbyon na quinta-feira passada, em retaliação à recusa de Washington em retirar o país de sua lista de países financiadores do terrorismo. Os Estados Unidos tinham prometido fazer isso assim que fossem cumpridas todas as medidas de verificação do desmonte nuclear.

O Departamento de Estado norte-americano anunciou no sábado que tirou a Coréia do Norte da lista, depois que Pyongyang concordou com uma série de verificações.

Fleming disse que a AIEA não foi informada dos detalhes sobre as medidas de verificação acordadas por Washington e Pyongyang, e espera que isso aconteça assim que as outras potências participantes da negociação finalizem o acordo -- China, Rússia, Coréia do Sul e Japão.

(Por Mark Henrich)