Lucro do Banco do Brasil cresce 50,3% no 3o tri

terça-feira, 13 de novembro de 2007 07:47 BRST
 

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil, a maior instituição financeira do país, anunciou nesta terça-feira alta de 50,3 por cento no lucro líquido do terceiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2006, influenciado por crescimento na concessão de crédito que também ajudou a impulsionar os ganhos de rivais.

O banco teve lucro líquido de 1,364 bilhão de reais no trimestre passado frente resultado positivo de 907,44 milhões de reais um ano antes.

Em termos recorrentes, o lucro do BB nos três meses encerrados em setembro foi de 1,582 bilhão de reais, salto de cerca de 90 por cento no período.

Cinco analistas consultados pela Reuters previram, em média, ganho de 1,354 bilhão de reais para o terceiro trimestre ante lucro líquido recorrente de 832 milhões de reais um ano antes.

No trimestre, o banco sofreu impactos negativos de 403 milhões de reais relativo à reestruturação do plano de saúde administrado pela Caixa de Assistência dos Funcionários da instituição (Cassi) e de 141 milhões de reais que corresponde ao plano de estímulo ao afastamento de funcionários.

A carteira de crédito do BB cresceu 27 por cento para 150,18 bilhões de reais na mesma comparação. O segmento de varejo, que engloba empréstimos a pessoas físicas, micro e pequenas empresas, apresentou avanço de 29,5 por cento, impulsionada por veículos (alta de 250 por cento, para 2,23 bilhões de reais) e crédito consignado (expansão de cerca de 50 por cento, para 11,02 bilhões de reais).

Já a carteira de empresas de médio e grande porte e clientes corporativos passou de 16,65 bilhões de reais para 26,03 bilhões de reais no trimestre passado.

A carteira de crédito do agronegócio cresceu 20 por cento, para 48,45 bilhões de reais.

O retorno sobre patrimônio líquido médio anualizado (ROE), importante indicador da lucratividade de um banco, ficou em 26,3 por cento no terceiro trimestre contra 19,8 por cento no mesmo período de 2006. Excluído os efeitos extraordinários, o ROE foi de 31 por cento ante 18 por cento no terceiro trimestre do ano passado.

O Banco do Brasil encerrou o terceiro trimestre do ano com 342,4 bilhões de reais em ativos totais, ante 281,61 bilhões de reais em setembro de 2006.