CANAL ENERGIA-Biomassa pode ser 15% da matriz elétrica em 2020

terça-feira, 13 de novembro de 2007 14:24 BRST
 

Biomassa pode chegar a 15% da matriz elétrica em 2020, projeta
Cogen-SP

Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, de São Paulo,
Negócios
13/11/2007

A biomassa de cana-de-açúcar pode se tornar uma das principais
fontes da matriz elétrica brasileira. As projeções da
Associação Paulista de Cogeração de Energia mostram que a fonte
pode ser responsável por 15% da matriz, com a adição de até 12
mil MW médios, até 2020. "São projetos que estão postos, mas
não seguros, que precisam ser desenvolvidos ao longo do tempo",
diz Carlos Roberto Silvestrin, vice-presidente executivo da
Cogen-SP. As previsões estão baseadas na perspectiva de aumento
da produção de cana-de-açúcar, dos atuais 430 milhões de
toneladas, para 1,038 bilhão de toneladas na safra 2020/2021.

Com isso, a geração de energia passaria de 1,4 mil MW médios
para 13,4 mil MW médios. Somente o estado de São Paulo pode
ganhar mais 4 mil MW médios até 2014 apenas com a modernização
das atuais usinas de cogeração, que vão trocar as caldeiras
atuais por modelos de alta eficiência. Os investimentos
previstos apenas para São Paulo são de R$ 12 bilhões entre 2008
e 2014, sendo a maior parte para o retrofit das usinas.

Segundo Silvestrin, o setor de biomassa de cana precisa,
contudo, superar três obstáculos: conexão à rede básica,
licenciamento ambiental e equilíbrio de remuneração.  A questão
da conexão já está sendo tratada pela Empresa de Pesquisa
Energética, que finaliza estudo para licitação de estações
coletoras que irão conectar as usinas à rede básica. Para
Silvestrin, isso vai tirar o peso dos acessantes - as usinas de
açúcar e álcool -, que tinham que arcar com o custo para se
ligar às linhas de transmissão em 138 kV e em 230 kV.

Licenciamento ambiental - Na questão ambiental, o executivo
salientou que a problemática é mais administrativa, pois hoje o
empreendedor precisa de duas licenças ambientais uma para a
colheita da cana e outra para usina de cogeração. Silvestrin
avaliou que a licença prévia poderia ser concedida para
integralidade do projeto.

"Assim haveria mais tempo para conseguir a licença de
instalação", contou o vice-presidente da Cogen-SP, que
participou nesta terça-feira, 13 de novembro, do seminário
"Desafios e Perspectivas da Infra-Estrutura no Estado de São
Paulo", promovido pela Associação Brasileira da Indústria de
Base e Infra-Estrutura.

Silvestrin contou que o Mato Grosso do Sul unificou no mês
passado a concessão da licença ambiental para empreendimento de
cogeração de energia. O equilíbrio de remuneração do projeto,
afirmou, seria conseguido através de melhores preços para a
energia vendida ou redução da carga tributária incidente.


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