Petrobras fala em pré-sal, mas encara ociosidade de plataformas

terça-feira, 13 de novembro de 2007 16:16 BRST
 

Por Marcelo Teixeira

SÃO PAULO (Reuters) - A plataforma P-34, ancorada no campo de Jubarte (ES), poderá ser a primeira a ter um poço da tão comentada camada pré-sal conectado para produção. Mas enquanto o futuro promissor não chega, a Petrobras continua registrando problemas, como a ociosidade em duas de suas plataformas.

Ao mesmo tempo em que fornecia alguns dados sobre a região de alto potencial de exploração --a faixa ultraprofunda conhecida como pré-sal--, a estatal informou nesta terça que duas de suas plataformas, a Capixaba e a Cidade do Rio de Janeiro, estão operando abaixo da capacidade devido ao rendimento insuficiente nos reservatórios que exploram.

A Capixaba está no campo de Golfinho, no litoral do Espírito Santo, e a Cidade do Rio fica no campo de Espadarte, na bacia de Campos, litoral fluminense.

"A plataforma em Espadarte (Cidade do Rio) está operando abaixo do esperado. Estamos avaliando, mas não temos solução pelo menos até o ano que vem", informou em reunião com analistas e investidores Hugo Repsold, gerente geral de estratégia e gestão de portfólio de exploração e produção.

Segundo ele, o mesmo problema acontece com a FPSO Capixaba, em Golfinho. "Os reservatórios não estão respondendo como esperado. Isso acontece", disse Repsold.

Ambas as plataformas possuem capacidade para 100 mil barris por dia. Uma possível solução para a ociosidade, segundo o gerente, seria conseguir conectar outros poços às plataformas, mas são processos demorados, que podem levar vários meses.

A Petrobras, que tem encontrado dificuldades para atingir metas de aumento de produção nesse ano, espera ter um bom impulso na área com a as três plataformas que estão prestes a entrar em operação (Cidade de Vitória, em Golfinho, P-54 e P-52, em Roncador, na bacia de Campos).

As duas primeiras devem iniciar produção ainda em novembro, enquanto a terceira ficou para dezembro.   Continuação...

 
<p>A plataforma P-34 poder&aacute; ser a primeira a ter um po&ccedil;o da camada pr&eacute;-sal conectado para produ&ccedil;&atilde;o. Mas a Petrobras continua registrando problemas, como a ociosidade em duas de suas plataformas. Foto de Jos&eacute; Sergio Gabrielli, presidente da estatal, em Bras&iacute;lia, 7 de novembro. Photo by Jamil Bittar</p>