CÂMBIO-Dólar aproveita alta das bolsas e recua antes de dados

quarta-feira, 14 de novembro de 2007 09:55 BRST
 

SÃO PAULO, 14 de novembro (Reuters) - O dólar operava em baixa nesta quarta-feira, perto de 1,75 real, aproveitando o bom momento dos mercados internacionais antes da divulgação de dados importantes nos Estados Unidos.

Às 9h55, a moeda norte-americana BRBY caía 0,96 por cento, para 1,750 real. Na véspera, o dólar quebrou uma série de quatro altas seguidas e fechou em baixa de 0,62 por cento.

"A abertura dos mercados na Europa e a expectativa com relação ao PPI (índice de inflação no atacado nos Estados Unidos) estão bastante positivas", disse José Caixeta Jr., dealer do Rabobank.

Os agentes aguardam o PPI e o dado de vendas no varejo dos Estados Unidos para as 11h30 (horário de Brasília). Os números podem mexer com o mercado ao indicar uma menor ou maior possibilidade de recessão e de um eventual corte do juro nos Estados Unidos --se a inflação permitir.

A disparada das bolsas em Wall Street no final do pregão de terça-feira, após o fechamento do mercado de câmbio no Brasil, também contribuía para a forte queda do dólar, disse Caixeta.

Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper, no Rio de Janeiro, apontou que a queda do dólar pelo segundo dia marca a volta da tendência normal do mercado, determinada pelo contínuo ingresso de recursos no país.

"Nos últimos dias, quando ele subiu forte --principalmente anteontem--, houve um ajuste de posição. Quem estava vendido deu uma realizada, diminuiu a posição. Feito isso, o mercado segue o padrão normal de fluxo, ainda mais com o cenário lá fora neutro ou positivo", disse.

Segundo o gerente, a proximidade do feriado da Proclamação da República tende a concentrar os negócios na parte da manhã. À tarde, a cautela deve prevalecer entre os agentes: "o mercado tende a ficar um pouco menor por conta da falta de possibilidade de você reagir a um número ruim amanhã".

Na quinta-feira, os investidores recebem, entre outros dados, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos, um dos dados mais importantes para a definição da política monetária do Federal Reserve.

(Reportagem de Silvio Cascione; Edição de Renato Andrade)