BOLSA EUA-Mercados recuam com temores sobre recessão

terça-feira, 14 de outubro de 2008 18:27 BRT
 

(Texto atualizado com mais informações e comentários de analistas)

Por Kristina Cooke

WASHINGTON, 14 de outubro (Reuters) - As bolsas norte-americanas fecharam em queda nesta terça-feira quando temores de que a economia possa não evitar uma recessão atingiram ações de tecnologia e de companhias de consumo, ofuscando o plano de resgate governamental para os bancos.

O índice Dow Jones .DJI teve baixa de 0,82 por cento, a 9.310 pontos. O Standard & Poor's 500 .SPX caiu 0,53 por cento, a 998 pontos. O Nasdaq .IXIC despencou 3,54 por cento, a 1.779 pontos.

Um dia após o Dow saltar 936,42 pontos na maior alta em pontos da história, os investidores olharam apenas rapidamente para a promessa de injeção de 250 bilhões de dólares nos principais bancos e focaram a fraca perspectiva dos resultados corporativos e da economia.

Uma perspectiva desapontante da PepsiCo (PEP.N: Cotações) alimentou ainda mais as preocupações, especialmente devido à visão usual de que os refrigerantes e petiscos são uma aposta mais segura quando a economia passa por dificuldades. As ações da PespiCo tiveram seu pior dia desde a quebra da bolsa de 1987.

A Intel (INTC.O: Cotações) esteve entre os principais pesos sobre o Nasdaq com os investidores se preocupando com os resultados trimestrais da fabricante de chip. A Intel caiu 6,2 por cento para 15,93 dólares na Nasdaq, enquanto o índice de semicondutores .SOXX recuou 5 por cento.

As ações financeiras subiram, no entanto, após a última medida do Tesouro para estabilizar o sistema financeira e evitar mais danos para a economia. O Citigroup saltou 18,2 por cento e o Bank of America decolou 16,4 por cento.

"Enquanto diversas notícias se focaram nas financeiras, existe um tsunami vindo vagarosamente em nossa direção", afirmou Steve Goldman, estrategista de mercado da Weeden & Co.

"O setor tecnológico é cíclico e possui exposições pesadas internacionalmente, e a economia global está sentindo uma desaceleração mais forte", afirmou Goldman.