ATUALIZA2-Ceará Steel troca gás por carvão e vai custar US$1 bi

quarta-feira, 14 de novembro de 2007 17:46 BRST
 

(Acrescenta mais declarações do presidente da Companhia Vale do Rio Doce)

RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA, 14 de novembro (Reuters) - Os sócios da Ceará Steel decidiram mudar a rota tecnológica da usina siderúrgica de gás natural para carvão, contornando assim um problema que atrasou a entrada em operação do projeto em um ano.

Agora, a siderúrgica deve entrar em funcionamento entre 2010 e 2011, informou o presidente da Companhia Vale do Rio Doce (VALE5.SA: Cotações), Roger Agnelli, nesta quarta-feira, após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"No dia 20 há a expectativa de fecharmos um acordo do projeto da siderúrgica integrada, que não vai usar gás (como era no projeto original). Esse foi o último debate dos últimos sete meses", afirmou Agnelli a jornalistas, em Brasília.

A opção por carvão coloca um ponto final no impasse que se arrasta desde meados deste ano por conta de um contrato que teria sido assinado em 1996 entre a Petrobras (PETR4.SA: Cotações) e o governo do Estado do Ceará, quando o preço do gás era mais baixo do que o praticado no mercado atualmente.

A Petrobras alegava que o governo estadual já utilizou o gás contratado na usina térmica do empresário Eike Batista, conhecida como Termoluma, inaugurada em 2002, e portanto o novo projeto teria que se submeter a outro preço.

A planta ficará localizada perto do porto de Pecém e, segundo Agnelli, custará "um pouco mais de 1 bilhão de dólares". A produção inicialmente será de 2,5 milhões de toneladas de placas de aço para exportação, volume que poderá ser duplicado, dependendo do mercado.

Quando era a gás, o projeto estava orçado em 800 milhões de dólares e a produção estimada em 1 milhão de toneladas de placas.

O principal executivo da Vale negou que a reunião com Lula tenha ocorrido por causa de supostas reclamações sobre investimentos da Vale no exterior.   Continuação...