Bovespa fecha em alta de 2,7% e tem melhor dia do mês

quarta-feira, 14 de novembro de 2007 18:54 BRST
 

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO (Reuters) - A quarta-feira nem pareceu véspera de feriado. O volume foi o de um dia normal e a Bolsa de Valores de São Paulo fechou com forte alta, à medida que dados de inflação e varejo nos Estados Unidos aumentaram o apetite por risco.

O principal indicador da Bovespa avançou 2,71 por cento, para 64.630 pontos, aproximando-se novamente de seu recorde, 65.317 pontos, registrado em 31 de outubro. Foi a maior alta percentual registrada em novembro.

Investidores gostaram do fato de a inflação no atacado norte-americano ter vindo abaixo do esperado e de as vendas no varejo terem ficado em linha com as estimativas.

"Vendeu-se o que se esperava com menos inflação, então é o melhor dos mundos!", comentou Carlos Alberto Ribeiro, diretor da Novação Distribuidora.

Além disso, lembrou Ribeiro, quando a Bovespa fechou na véspera, Wall Street intensificou os ganhos, fazendo com que o mercado local corrigisse o descompasso apenas nesta quarta-feira.

"O problema é que amanhã sai outro número, o CPI (índice de preço ao consumidor nos EUA), e nós estamos fechados. Normalmente, o CPI acompanha mais ou menos o PPI, por isso também que o mercado está um pouco tranquilo", complementou Ribeiro.

Nos Estados Unidos, o mercado não teve tanto fôlego. O Dow Jones operava em queda de 0,33 por cento poucos minutos antes do fechamento e o Nasdaq recuava 1 por cento, depois de forte rali na véspera. A alta do preço do petróleo e a notícia de que o Bear Stearns espera registrar baixa contábil de 1,2 bilhão de dólares no quarto trimestre, depois de baixas bilionárias anunciadas por outros bancos contribuíram para o resultado.

Na Bovespa, o movimento de alta foi generalizado, com apenas 3 dos 63 papéis do Ibovespa caindo. O pregão foi influenciado também pela proximidade do exercício de opções, que ocorre na segunda-feira e fica espremido pelo feriado.   Continuação...