14 de Dezembro de 2007 / às 19:36 / 10 anos atrás

PÃO DE AÇÚCAR investirá R$1 bi para abrir 105 lojas

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo Pão de Açúcar anunciou nesta sexta-feira seu orçamento para 2008 que inclui investimento de 1 bilhão de reais para 105 novas lojas, o que elevará o número de pontos-de-venda da companhia em 19 por cento.

Do total, serão 80 unidades do formato Extra Fácil, lojas pequenas de até 250 metros quadrados e alugadas voltadas a produtos de conveniência, principalmente alimentos, para os públicos das classes A, B e C.

A bandeira Assai, que reúne atacado e varejo voltado ao consumidor final de baixa renda e recentemente comprada pelo grupo, passará de 14 lojas este ano para 28 ano que vem.

Apesar da expansão, a companhia --que vem apresentando performance fraca nos últimos trimestres em termos de rentabilidade-- não vai tirar o foco da redução de custos.

“Vamos sentar no caixa”, disse o novo diretor-presidente do grupo, Cláudio Galeazzi, referindo-se à análise criteriosa dos processos de gastos da empresa.

A meta é reduzir de 20 a 20,5 por cento as despesas em relação às vendas líquidas totais, frente índice de 21,2 por cento deste ano.

O executivo, que substituiu Cássio Casseb, assume a companhia por dois anos com a missão de formar um novo diretor-presidente que saia da atual diretoria. Ele também tem meta, atrelada a seu bônus ao final dos dois anos, de melhorar a performance da empresa para que o valor das ações do grupo atinja um certo nível que não foi revelado.

“A idéia é vincular todos nós a vocês. O que eu tenho a dizer é bem simples, o meu está atrelado ao seu”, disse Galeazzi sobre a vinculação de seus bônus ao desempenho das ações do Pão de Açúcar.

O presidente do conselho, Abilio Diniz, afirmou aos investidores que os mesmos objetivos de Casseb são agora de Galeazzi e que nos últimos anos deu carta branca para erros e acertos dos administradores do grupo. Porém, na nova gestão, essa liberdade será condicionada ao crivo do executivo em temas mais importantes.

“Eu combinei com o Claudio que ele tem liberdade para tudo, exceto algo que eu sinta que me contrarie frontalmente. Se isso acontecer, eles vão ter que me convencer que eu estou errado (...) Se não conseguir, não vai fazer”, afirmou Diniz aos analistas e acionistas, se dizendo alinhado com eles.

Segundo Galeazzi, de 67 anos e com extensa experiência em cadeias de varejo como Vila Romana e Lojas Americanas, o Pão de Açúcar não precisa de grandes choques de gestão com medidas “criativas”, mas sim precisa rever alguns pontos de sua atitude. “O princípio de nossa administração é o back to basics”, afirmou.

Com a mudança de gestão, o orçamento apresentado acabará sofrendo ajustes numéricos no próximo ano, disse o diretor financeiro da varejista, Enéas Pestana. Com isso, os números deverão ser revistos e reapresentados ao mercado em abril.

Entre as metas que podem sofrer alteração está o crescimento de margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda na sigla em inglês), que foi definida em 7 a 7,5 por cento em 2008 ante cerca de 7 por cento este ano.

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