14 de Setembro de 2008 / às 15:07 / 9 anos atrás

Barclays desiste de oferta por Lehman, discussão segue

Por Dan Wilchins and Glenn Somerville

NOVA YORK/WASHINGTON (Reuters) - Reguladores e executivos de Wall Street travavam neste domingo o terceiro dia de conversas para se chegar a um acordo de venda do Lehman Brothers e evitar que o combalido banco de investimento contamine o mercado financeiro com ativos a preço de banana.

O britânico Barclays, que parecia ser o favorito para assumir o Lehman --excluindo os ativos relacionados a hipotecas--, desistiu da oferta no começo da tarde, de acordo com uma fonte.

Entre os que chegaram em limusines pretas à fortaleza do Federal Reserve de Nova York neste domingo estavam o presidente-executivo do Citigroup, Vikram Pandit, e Steve Black, co-presidente-executivo do JPMorgan Chase .

As conversas no sábado terminaram sem qualquer anúncio, mas o resultado pode ser o desmembramento do banco de 158 anos com os ativos ruins formando uma instituição que poderia ser adquirida em fatias pelos rivais, segundo uma fonte. Se um acordo não for alcançado, a falência é possível.

A crise do Lehman apresenta uma situação delicada para o secretário do Tesouro, Henry Paulson, e para o Federal Reserve, que clamaram aos executivos de Wall Street uma solução de mercado para o banco de investimento.

Neste ano, o governo patrocinou o resgate do Bear Stearns e das concessoras de crédito imobiliário Freddie Mac e Fannie Mae .

O governo não quer, ao socorrer um banco atrás do outro, ser acusado de encorajar uma tomada excessiva de risco. Mas ele também não pode permitir que o colapso do Lehman paralise o sistema financeiro global e aprofunde a crise de crédito.

Investidores têm dito que se nada for feito até segunda-feira, os mercados globais podem desabar.

A segurança do lado de fora do prédio era ainda mais forte que no sábado, com cinco vans na frente da entrada e homens uniformizados evitando que jornalistas se aproximassem.

Às 7h30 da manhã (horário local), três sacos da Dunkin Donuts foram entregues. Uma funcionária disse que trabalhou 15 horas no sábado, e esperava o mesmo no domingo. Café forte era um dos maiores pedidos dos executivos. "'Café, café, café', eles dizem, do forte", afirmou, sem se identificar.

O chairman do Fed, Ben Bernanke, estava em Washington mas mantinha contato próximo com Nova York. Ele telefonou para autoridades de outros bancos centrais no sábado.

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