PERFIL-Brito, da InBev, chega a cena mundial com oferta pela Bud

segunda-feira, 14 de julho de 2008 07:47 BRT
 

(Repete matéria publicada no domingo)

Por Elzio Barreto

SÃO PAULO, 14 de julho (Reuters) - Quando Carlos Brito começou a trabalhar na cervejaria Brahma, em 1989, a empresa buscava inspiração para sua estratégia de marketing e técnicas de venda na norte-americana Anheuser-Busch Cos.

Como executivo-chefe da cervejaria belgo-brasileira InBev NV INTB.BR, Brito fechou um ciclo, fazendo uma oferta de 50 bilhões de dólares para a compra da fabricante da Budweiser.

O estilo de administração de Brito é chamado de agressivo por líderes sindicais do Brasil à Bélgica, suas metas de vendas são consideradas exigentes e inflexíveis e os cortes de custos que implementou são tidos como brutais.

Ele começou a carreira na indústria cervejeira no departamento de finanças da Brahma, que havia sido adquirida pelo banqueiro de investimentos Jorge Paulo Lemann e seus parceiros do banco Garantia, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. Os três banqueiros são hoje os maiores acionistas individuais da InBev, formada depois que eles venderam a AmBev AMBV4.SAABV.N para a Interbrew em 2004.

A cultura de banco de investimentos, de recompensa com base no desempenho e intensa competição entre os empregados, ainda é mantida e ajudou a InBev a dobrar seu lucro desde que Brito assumiu a direção da empresa em dezembro de 2005.

"Eu os comparo (Brito e sua equipe da administração) a banqueiros de investimento de posse de um machete", disse Ann Gilpin, analista no instituto de pesquisa Morningstar.   Continuação...