14 de Julho de 2008 / às 11:58 / 9 anos atrás

ATUALIZA-Estimativa de inflação do mercado cola no teto da meta

(Texto atualizado com mais informações, contexto)

SÃO PAULO, 14 de julho (Reuters) - A estimativa de inflação do mercado para este ano colou no teto da meta definida pelo governo e a projeção para 2009 segue em alta, apesar dos esforços do Banco Central para conter as expectativas inflacionárias.

No levantamento semanal feito pelo BC, e divulgado nesta segunda-feira, os analistas consultados elevaram para 6,48 por cento, ante 6,40 por cento, a estimativa para a variação esperada para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008. O teto da meta de inflação para 2008, 2009 e 2010 é de 6,5 por cento.

Para o próximo ano, a estimativa para o IPCA foi elevada para 5 por cento, ante projeção anterior de 4,91 por cento.

O Banco Central vem sinalizando nos últimos meses que os riscos para o cenário inflacionário têm aumentado, o que justificaria as ações adotadas até o momento, com os dois aumentos consecutivos da taxa básica de juro, desde abril, para 12,25 por cento ao ano.

Na semana passada, o presidente do BC, Henrique Meirelles, deixou claro que o BC fará o que for necessário para trazer a inflação de volta ao centro da meta já em 2009. O centro da meta é de 4,5 por cento.

JURO

Apesar do aumento contínuo das expectativas de inflação, os analistas consultados pelo BC no levantamento não alteraram suas projeções para a taxa de juro.

A expectativa é que a Selic encerre o ano em 14,25 por cento, o que representa um aumento de 2 pontos percentuais em relação ao atual patamar.

O Comitê de Política Monetária (Copom), responsável pela fixação da meta da taxa básica de juro do país, tem mais quatro reuniões este ano. A próxima acontecerá em 22 e 23 de julho.

Para 2009, os analistas mantêm aposta que o juro sofrerá um pequeno ajuste, encerrando o ano em 13,50 por cento.

As projeções para a taxa de crescimento da economia brasileira também não foram alteradas. As estimativas continuam indicando uma expansão de 4,80 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008 e de 4 por cento em 2009.

Por Renato Andrade, edição Alberto Alerigi Jr.

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