14 de Março de 2008 / às 19:43 / 10 anos atrás

Tensão internacional impulsiona dólar que sobe mais de 1%

Por Fabio Gehrke

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em forte alta nesta sexta-feira acompanhando a turbulência dos mercados internacionais à medida que os sentimentos dos investidores se deterioraram depois da notícia de que o Bear Stearns precisou de um financiamento emergencial para amenizar seu problema de liquidez.

A moeda norte-americana subiu 1,713 por cento, a 1,24 real. Na semana, a divisa acumulou valorização de 1,72 por cento --mas ainda tem queda de 3,6 por cento em 2008.

No início da sessão, o dólar chegou a operar em baixa, seguindo o otimismo externo com os números da inflação para o consumidor nos Estados Unidos, que vieram abaixo do esperado.

Mas ainda de manhã, o quinto maior banco de investimento do Estados Unidos declarou que sua situação de liquidez piorou significativamente nas últimas 24 horas e que o JPMorgan Chase e o Federal Reserve de Nova York vão prover financiamento à instituição.

A notícia atingiu o humor do investidor e desencadeou uma forte onda de temor com a crise de crédito.

Nos EUA, os principais índices acionários caíam mais de 2 por cento e, no Brasil, a Bovespa chegou a operar em baixa de 2,52 por cento.

“Uma coisa é dizer que a tendência do dólar é de queda, mas a volatilidade lá fora é grande, e hoje o negócio ficou feio mesmo”, disse Marcos Forgione, analista da Hencorp Commcor Corretora, lembrando que as ações do Bear Stearns chegaram a cair mais de 50 por cento.

No fim da tarde, o risco-Brasil subia 15 pontos básicos.

“Agora é hora de parar e avaliar, mas eu receio que mais ainda estar por vir”, afirmou Forgione em referência a possíveis baixas contábeis nos bancos norte-americanos ligadas ao setor imobiliário.

Nas últimas semanas, com a renovação das preocupações com o mercado de crédito, os investidores estrangeiros vêm desmontando suas posições vendidas em dólar no mercado futuro, que representam uma aposta na queda do dólar.

Na véspera, eles se desfizeram de mais de 3 bilhões de dólares neste tipo de contrato.

Mesmo com a forte volatilidade da moeda norte-americana, o Banco Central realizou um leilão de compra da divisa no mercado à vista, definindo a taxa de corte a 1,7150, e aceitou, segundo operadores, ao menos uma proposta.

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