14 de Julho de 2008 / às 19:13 / 9 anos atrás

JURO-Instabilidade global sustenta leve alta das projeções

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 14 de julho (Reuters) - A maioria das projeções de juros fechou em leve alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), repercutindo a volatilidade do mercado externo e a incerteza sobre os próximos passos do Banco Central.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) janeiro de 2010, que teve o maior volume de negócios desta sessão, subiu de 15,09 por cento para 15,13 por cento ao ano, e o DI janeiro de 2009 avançou de 13,39 para 13,42 por cento.

“O mercado começou bem, ensaiando uma baixa em relação a sexta-feira. Mas durante o dia as coisas foram piorando lá fora e o mercado virou”, disse Carlos Cintra, gerente de renda fixa do Banco Prosper, no Rio de Janeiro.

A preocupação do mercado internacional é com a saúde do setor financeiro, especialmente das duas maiores agências de hipotecas dos Estados Unidos.

O anúncio no domingo de um plano do governo norte-americano para socorrer as empresas --Fannie Mae e Freddie Mac-- chegou a acalmar os nervos no início da manhã, mas não o suficiente para evitar a queda das bolsas e o aumento global da aversão a risco durante tarde.

Cintra, no entanto, vê pouco espaço para a queda das projeções de juros caso haja uma melhora do cenário global.

“Ainda não dá para saber o que o BC vai fazer aqui dentro. Há uma expectativa em relação a uma aceleração nos juros.”

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que define a taxa básica de juro, ocorre em 22 e 23 de julho. A Selic subiu 0,5 ponto percentual em cada uma das duas últimas reuniões, e parte do mercado já prevê uma alta de pelo menos 0,75 ponto percentual para conter a inflação.

Nesta segunda-feira, o boletim semanal do BC com projeções do mercado mostrou que os analistas já esperam inflação no teto da meta oficial do governo em 2008. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 6,48 por cento em 2008 e de 5 por cento em 2009. O teto da meta fixada é de 6,5 por cento.

O Banco Central realizou duas operações no mercado aberto no começo desta segunda-feira. Na primeira, recolheu 8,883 bilhões de reais dos bancos, por 10 dias, a 12,20 por cento ao ano. Na segunda, o BC tomou 21,178 bilhões de reais, por 1 dia, com remuneração de 12,18 por cento ao ano.

Edição de Renato Andrade

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