14 de Agosto de 2008 / às 10:19 / 9 anos atrás

AmBev lucra menos no 2o tri mas vê resto do ano melhor

SÃO PAULO/BRUXELAS (Reuters) - A AmBev fechou o segundo trimestre com lucro menor que o obtido no mesmo período do ano passado, refletindo o aumento das despesas. A expectativa da companhia é de melhor desempenho na segunda metade do ano, com a desaceleração da inflação.

A companhia teve lucro líquido de 402,1 milhões de reais entre abril e junho, uma queda de 10,4 por cento em relação ao resultado do segundo trimestre de 2007.

Segundo comunicado ao mercado, a redução reflete mais despesas com contingências, perdas de capital decorrentes do aumento de participação em subsidiárias e despesas com imposto de renda e contribuição social, que foram parcialmente compensadas pelo aumento do lucro operacional.

“Nossas operações no Brasil retomaram o crescimento após um primeiro trimestre difícil, apesar de o aumente econômico ainda apresentar desafios ao setor de bebidas... Muito embora 2008 continue sendo um ano difícil, acreditamos em um maior crescimento da indústria no segundo semestre, com desaceleração da inflação de alimentos”, estimou Luiz Fernando Edmond, diretor-geral para América Latina.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) totalizou 1,979 bilhão de reais, ante 1,842 bilhão de reais no segundo trimestre de 2007.

A margem Ebitda subiu para 41,7 por cento no trimestre passado, ante 40,7 por cento um ano antes.

“O Ebtida da AmBev continua crescendo, com receita aumentando acima do volume. Nossas margens se recuperaram no trimestre e expandiram versus o ano passado apesar da pressão do preço das commodities”, acrescentou a empresa em comunicado.

A receita líquida da empresa foi de 4,739 bilhões de reais entre abril e junho, aumento de 4,7 por cento frente ao resultado do segundo trimestre de 2007.

O volume total vendido cresceu 5,0 por cento no segundo trimestre. A participação média de mercado da AmBev no Brasil ficou estável em 67,3 por cento para cerveja e cresceu 60 pontos-básicos nos demais segmentos, para 17,4 por cento.

INBEV MANTÉM PERSPECTIVA

A AmBev faz parte da InBev, que acertou em julho a compra da norte-americana Anheuser-Busch, criando a maior cervejaria do mundo. A nova gigante produz cervejas como a Budweiser, Stella Artois e Brahma.

O resultado da InBev, também divulgado nesta quinta-feira, alcançou as expectativas apesar dos custos mais altos de matérias-primas. A fraqueza na Europa e na Ásia ofuscou lucro maior na América do Norte e América Latina.

O Ebtida da InBev foi de 1,24 bilhão de euros (1,9 bilhão de dólares) no segundo trimestre, em linha com a previsão de analistas ouvidos pela Reuters.

A receita desapontou com a cifra de 3,71 bilhões de euros, ante 3,198 bilhões de euros nos três primeiros meses do ano. Analistas esperavam um valor de 3,82 bilhões de euros.

A InBev reiterou que espera margem Ebtida maior no segundo semestre devido ao aumento das vendas e corte de custos, mas também vê mais desafios neste ano do que nos últimos três.

Às 10h33 (horário de Brasília), as ações preferenciais da AmBev, negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, subiam 1,29 por cento, a 100,38 reais, enquanto o Ibovespa subia 1,31 por cento.

Reportagem de Renato Andrade e Daniela Machado em São Paulo e Antonia van de Velde em Bruxelas

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