Risco versus pechincha: o Bear Stearns será comprado?

sexta-feira, 14 de março de 2008 17:11 BRT
 

Por Jessica Hall

FILADÉLFIA, 14 de março (Reuters) - O socorro ao Bear Stearns BSC.N nesta sexta-feira deixou todos imaginando quem será o último homem a resistir no banco de Wall Street.

Quando um analista do Bear Stearns se preparou para fazer uma pergunta em um encontro de investidores em biotecnologia, o presidente-executivo da Genentech, Arthur Levinson, brincou. "Ainda tem alguém aqui do Bear? Vamos dar uma mão a ele."

"Eu ainda estou aqui", disse o analista do Bear Stearns Mark Schoenenbaum. Mas, apontando para um analista do JPMorgan, disse: "Eu acho que trabalho para Geoff Meacham agora."

O resgate promovido pelo JPMorgan Chase (JPM.N: Cotações) e pelo Federal Reserve colocou a palavra "aquisição" na ponta da língua de todos em Wall Street, com o JPMorgan aparecendo como principal candidato a comprar o Bear Stearns.

Mas, ainda que o preço baixo das ações do Bear possa atrair alguns pretendentes, os problemas de liquidez do banco podem evitar a consumação de um acordo, disseram analistas.

As ações do Bear Stearns, quinto maior banco de investimentos dos Estados Unidos e que foi duramente abalado pela pesada exposição ao mercado de hipotecas norte-americano, caíam 40 por cento à tarde e reduziam o valor de mercado do banco para cerca de 4,1 bilhões de dólares.

O presidente-executivo do Bear Stearns, Alan Schwartz, disse que a companhia está trabalhando com a Lazard (LAZ.N: Cotações) para examinar as alternativas, mas que vai focar na proteção aos consumidores e na "maximização do valor dos acionistas".

Segundo ele, o lucro do Bear no primeiro trimestre vai atender às expectativas de Wall Street.   Continuação...