Oi e Brasil Telecom vivem compasso de espera

terça-feira, 15 de julho de 2008 08:12 BRT
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - Em meio ao processo de mudança nas regras do setor, iniciado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em junho, a expectativa dos analistas sobre o desempenho das três concessionárias de telefonia fixa do país (Oi, Brasil Telecom e Telefônica) no segundo trimestre do ano é baixa. Eles acreditam ter se tratado de um trimestre estável, quase em compasso de espera.

Na avaliação de analistas ouvidos pela Reuters, um fato extraordinário que poderá ser visto é o pagamento de 315 milhões de reais que a Oi se comprometeu a fazer para por fim aos litígios com o Opportunity e demais sócios da Brasil Telecom, como parte do acordo para comprar o controle da companhia.

Os analistas acreditam que tal pagamento seja contabilizado neste segundo trimestre e, por isso, afete o lucro da Oi. O acordo entre as duas operadoras foi assinado em 25 de abril, mas a concretização do negócio ainda depende de uma mudança no atual Plano Geral de Outorgas (PGO) e de autorizações da Anatel e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

No caso da Brasil Telecom, a primeira das concessionárias a divulgar o balanço de segundo trimestre na noite desta terça-feira, os resultados devem ser melhores que o mesmo trimestre do ano passado, mas a margem Ebitda projetada na média entre os analistas é menor.

A expectativa média de cinco analistas é de que o lucro líquido da Brasil Telecom seja de 197,5 milhões de reais, uma alta de 36 por cento sobre o resultado do mesmo período de 2007.

Já a margem Ebitda deverá ficar em 34,6 por cento, segundo a projeção dos analistas, índice que foi de 35,5 por cento no segundo trimestre do ano passado. Enquanto isso, a receita líquida deverá subir dos 2,74 bilhões de reais para 2,81 bilhões.

"Não há grande expectativa nem positiva nem negativa. A empresa está desacelerando alguns projetos e evitando começar negócios que tenham de ser desfeitos depois", disse um analista que preferiu não ser identificado.

Ele afirma que a empresa já começa a se preparar para a incorporação pela Oi e, por isso, estaria evitando a entrada em projetos nos quais a nova controladora possa não ter interesse.   Continuação...