Vice financeiro da Cosan prevê 2008 difícil para a empresa

quarta-feira, 14 de novembro de 2007 23:13 BRST
 

SATNFORD (Reuters) - O vice-presidente financeiro da Cosan, maior produtora brasileira de açúcar e álcool, disse que o ano que vem será financeiramente difícil para a empresa.

Paulo Diniz disse que o preço médio do açúcar está 46 por cento menor se comparado com o ano passado e o preço médio do álcool está 30 por cento menor.

Ao mesmo tempo, a demanda por etanol aumentou, especialmente no Brasil, onde mais de 85 por cento dos carros novos têm motores híbridos movidos tanto a álcool quanto a gasolina.

"Esse será um ano muito mais difícil", disse o executivo em palestra a estudantes na Stanford Graduate School of Business. Para ele, os preços baixos são resultado dos últimos 18 meses.

Desde as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) que reduziram as exportações de açúcar da União Européia, países de todo mundo, entre eles o Brasil, aumentaram a produção para preencher essa lacuna.

Agora o superávit na produção torna o mercado pouco atrativo para os investidores. Embora Diniz afirme esperar uma recuperação dos mercados, ele disse que a Cosan já tomou medidas para lidar com as perdas.

Segundo ele, a companhia está substituindo caldeiras de baixa pressão que queimam o bagaço da cana por eletricidade com caldeiras de pressão maior.

O aumento da eficiência faz da Cosan auto-suficiente em termos de energia e permite que a empresa venda dois terços da energia produzida.

(Por Clare Baldwin)