14 de Agosto de 2008 / às 15:45 / em 9 anos

CONSOLIDA-Inflação ao consumidor nos EUA tem forte alta em julho

Por Glenn Somerville

WASHINGTON, 14 de agosto (Reuters) - A inflação ao consumidor dos Estados Unidos registrou uma taxa duas vezes maior que a esperada em julho e as perspectivas para o mercado de trabalho seguem pressionadas, de acordo com relatórios divulgados nesta quinta-feira.

Os dados do Departamento de Trabalho dos EUA indicam um aumento do estresse na maior economia do mundo.

O índice de preços ao consumidor (CPI, em sigla em inglês), a principal medida de inflação do país, subiu 0,8 por cento em julho e registrou um salto de 5,6 por cento, em termos anuais, o maior avanço desde janeiro de 1991, quando ocorria a primeira Guerra do Golfo.

Alimentos e energia mais caros ajudaram a puxar os preços em julho. Mas desde então, os preços do petróleo começaram a diminuir, o que levou analistas a estimarem que julho pode ser um divisor de águas em relação às pressões inflacionárias.

"Se não tivermos um choque inesperado que volte a puxar os preços de commodities para cima, esta pode ser a pior notícia de inflação que teremos por um tempo", disse Gary Thayer, economista-sênior do Wachovia Securities, em St. Louis.

O núcleo do índice de preços ao consumidor, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3 por cento tanto em junho como em julho. Em termos anuais, o núcleo registrou um ganho de 2,5 por cento no mês passado.

"Está certamente acima do esperado por aqui, mas eu acho que nós provavelmente vimos, pelo menos no curto prazo, a pior das leitura de inflação", disse Keith Hembre, economista-chefe do First American Funds, em Minneapolis.

TRABALHO PRESSIONADO

O mercado de trabalho Nos Estados Unidos também segue dando sinais de fraqueza, o que aumenta o fardo dos consumidores, que são responsáveis por dois terços da atividade econômica do país, por meio da compra de produtos e serviços.

Em um outro relatório, o Departamento de Trabalho disse que 450 mil pessoas entraram com pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, uma queda de 10 mil em relação à semana anterior, mas ainda assim em patamar associado a períodos de recessão.

Na realidade, a média quadrissemanal de novos pedidos de auxílio-desemprego, que é tida como um termômetro mais bem apurado do mercado de trabalho por desconsiderar a volatilidade entre as semanas subiu de 421 mil para 440,5 mil.

Foi a maior leitura em mais de seis anos, desde os 445,5 mil registrados em abril de 2002.

O relatório sobre a inflação ao consumidor mostrou que os preços de energia continuaram a puxar o índice para cima, com avanço de 4 por cento em julho, depois de um ganho de 6,6 por cento em junho. Isso coloca em 29,3 por cento o aumento destes custos na comparação anual.

Os preços dos alimentos subiram 0,9 por cento, seguindo um aumento de 0,8 por cento em junho. Na comparação com o mesmo período do ano passado, os alimentos estão agora 6 por cento mais caros.

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