14 de Fevereiro de 2008 / às 19:36 / em 10 anos

Fed agirá para apoiar o crescimento, diz Bernanke

Por Mark Felsenthal

WASHINGTON (Reuters) - O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, deixou nesta quinta-feira a porta aberta a futuros cortes na taxa básica de juro para ajudar a economia dos Estados Unidos, mas relatou ao Congresso que o banco central norte-americano espera que o crescimento volte a acelerar no fim do ano.

O Fed “agirá de maneira oportuna conforme necessário para apoiar o crescimento e fornecer garantias adequadas contra riscos adversos”, disse Bernanke ao comitê bancário do Senado.

Ele reconheceu que a perspectiva para a economia havia piorado recentemente e disse que os riscos ao crescimento haviam aumentado.

Seus comentários reforçaram as expectativas dos investidores de que o Fed irá reduzir a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual na próxima reunião, em 18 de março.

Entretanto, o chairman do banco central também relatou esperar que um crescimento mais lento dê espaço para uma expansão mais forte no segundo semestre do ano, refletindo o impacto do pacote de estímulos fiscal e monetário.

“Nossa postura de políticas deve ser determinada à luz da previsão de médio prazo para a atividade e a inflação, assim como riscos para essa previsão”, acrescentou.

O Fed já cortou os custos de empréstimos dos bancos em 2,25 pontos percentuais desde meados de setembro.

Os mais recentes comentários de Bernanke tiveram um tom mais suave do que há um mês, quando afirmou que o Fed estava pronto para adotar “sólidas ações adicionais” --um sinal dos fortes cortes na taxa de juro que aconteceram no fim de janeiro.

CRESCIMENTO E INFLAÇÃO

Bernanke afirmou aos parlamentares que o Fed reduzirá suas projeções para o crescimento dos EUA, em relatório de previsões que será divulgado na próxima semana, levando as expectativas para perto de avaliações realizadas pelo setor privado.

Em novembro, o Fed afirmou que a economia iria se expandir entre 1,8 e 2,5 por cento neste ano.

O chairman do Fed previu, ainda, mais queda na construção de moradias e atividades relacionadas, e alertou que um mercado de trabalho mais fraco, preços de energia mais altos e queda nos valores de casas podem afetar o gasto do consumidor no curto prazo.

O crédito mais apertado também deve continuar a conter o crescimento, explicou.

“Uma piora significante em condições financeiras ou na disponibilidade de crédito certamente seria um alerta de que precisamos tomar mais ações”.

Contudo, ele também relatou não ter visto ameaças iminentes de que as perdas com hipotecas de risco possam deixar os bancos insolventes.

Apesar de ter delineado riscos para o crescimento, Bernanke notou que a inflação havia subido, como resultado os altos preços de alimentos e do petróleo e por conta da depreciação da moeda norte-americana, acrescentando que os riscos de inflação devem ser observados de perto.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below