Brasil não pode abrir mão de gás contratado da Bolívia-Petrobras

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008 20:00 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras anunciou nesta quinta-feira que não poderá abrir mão do volume de gás natural contratado na Bolívia.

A afirmação foi feita em um comunicado oficial após um encontro entre o vice-presidente da Bolívia, Álvaro Garcia, e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, na sede da estatal.

"A Petrobras informou ao vice-presidente da Bolívia a impossibilidade de reduzir a demanda do volume máximo de 30 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural previsto no contrato de compra firmado com a estatal boliviana, mais o volume de gás necessário à operação do sistema (gasoduto Bolívia-Brasil)", diz a nota.

Esse gás utilizado no sistema representa um volume adicional ao contrato firmado em 1999, que prevê o envio de 30 milhões de metros cúbicos diários.

A Petrobras não soube informar o volume utilizado para mover os compressores do gasoduto.

A Bolívia tem afirmado que não teria condições de atender simultaneamente as demandas de Brasil e Argentina, o que deverá ser discutido em reunião entre os presidentes dos três países, no próximo dia 23. [ID:nN14448349]

No encontro na sede da Petrobras, também foram discutidas as condições para investimentos da Petrobras na Bolívia, como "os recursos previstos para os campos de San Alberto e San Antonio, onde a companhia já atua, e atividades exploratórias no campo de Ingre, já iniciadas".

(Por Roberto Samora)