CONSOLIDA-EUA estão prontos para injetar US$250 bi em bancos

terça-feira, 14 de outubro de 2008 07:57 BRT
 

Por Mike Peacock e Elaine Lies

LONDRES/TÓQUIO, 14 de outubro (Reuters) - O governo dos Estados Unidos anuncia nesta terça-feira plano para injetar 250 bilhões de dólares nos bancos, seguindo medida similar adotada na Europa, na tentativa de ressuscitar os mercados interbancários e evitar uma recessão global.

O Tesouro norte-americano deve divulgar seu plano a partir das 9h30 (horário de Brasília). Cerca de metade dos recursos deverá ser direcionada para as nove maiores instituições financeiras, para garantir, assim, os empréstimos entre bancos, informaram fontes.

O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou, em artigo publicado no site do Wall Street Journal, que as medidas, que ele não detalhou, constituem uma tentativa ampla de por fim à crise que começou com o colapso do mercado de moradias dos Estados Unidos e agora ameaça indústrias e empregos por todo mundo.

"Estes passos vão nos permitir restabelecer a normalidade dos mercados e encorajar capital privado para promover suporte à revigoração dos mercados financeiros", escreveu Bernanke.

O Tesouro comprará participações no Bank of America Corp (BAC.N: Cotações), Wells Fargo (WFC.N: Cotações), Citigroup (C.N: Cotações), JPMorgan Chase & Co (JPM.N: Cotações), Goldman Sachs (GS.N: Cotações), Morgan Stanley (MS.N: Cotações) e Bank of New York Mellon Corp (BK.N: Cotações), disseram duas fontes que pediram para não serem identificadas.

O Japão se juntou ao movimento global, dizendo que pode injetar recursos públicos em bancos regionais para garantir que empresas de pequeno porte tenham acesso ao crédito.

Medida similar na Europa ajudou a restaurar um pouco da confiança entre investidores na segunda-feira. Londres, Berlim e Paris ofereceram injeção direta de capital para bancos e garantias para os empréstimos interbancários.

Os mercados globais comemoraram as decisões tomadas na segunda-feira. Na Ásia, o índice Nikkei .N225 da bolsa de Tóquio subiu mais de 14 por cento nesta terça-feira, o maior ganho em um único dia registrado nos 58 anos da história do indicador. Na Europa, as ações subiam mais de 5 por cento.

Muitos mercados amargaram uma desvalorização de aproximadamente 20 por cento na semana passada, quando o pânico tomou conta dos investidores. Analistas acreditam que o derretimento financeiro pode ter sido evitado, mas a possibilidade de uma recessão global ainda não está afastada.