PÃO DE AÇÚCAR quer gastar menos e melhor em 2008

quarta-feira, 14 de maio de 2008 15:30 BRT
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - Boa parte da estratégia da reestruturação pela qual passa o grupo Pão de Açúcar desde o final do ano passado envolve redução no volume de investimentos e novas formas da companhia gastar os recursos. Este ano, por exemplo, o volume previsto de dispêndio de capital é de 733 milhões de reais ante os 1,2 bilhão de reais aplicados no ano passado.

"É o menor capex dos últimos anos", afirmou Abílio Diniz, presidente do conselho de administração da companhia, em encontro com os investidores nesta quarta-feira, referindo-se à sigla pela qual é conhecida a expressão "capital expenditure".

Segundo ele, o conselho "está não só satisfeito com o que a companhia está se propondo este ano, mas também surpreso". Na sua definição, trata-se de um orçamento "extremamente corajoso".

Ele lembrou que, nos últimos dois anos (2006 e 2007), a companhia investiu 2,2 bilhões de reais. "Os investidores nos cobravam que, apesar do aumento do capex, não havia crescimento das margens", disse Diniz.

Por isso, a meta da atual diretoria é não só reduzir o volume investido, mas também ampliar a margem Ebitda para algo entre 7,5 e 8 por cento das receitas, contra o índice de 6,9 por cento de 2007.

Nesse sentido, o grupo reduziu sua estimativa inicial de abertura de novas lojas do modelo Extra Fácil em 2008 de 80 para 60, informou a companhia. O modelo dessas lojas é conhecido como "varejo de proximidade" ou de bairro.

Além dessas 60 novas lojas, a companhia vai implantar 10 postos de combustível, 14 lojas Assai, 2 CompreBem, 2 Extra e 3 lojas da bandeira Pão de Açúcar. Em 2007, o grupo abriu 51 pontos.

Em dezembro, o Pão de Açúcar havia informado em reunião com investidores que pretendia abrir 105 novas lojas do grupo este ano que exigiram investimentos de 1 bilhão de reais. Na ocasião, executivos da companhia ressaltaram que os números definitivos somente seriam fechados este ano.   Continuação...