OI poderá ter de elevar preço das ações da Amazônia pela 2a vez

terça-feira, 14 de outubro de 2008 12:14 BRT
 

SÃO PAULO, 14 de outubro (Reuters) - A Oi TNLP4.SA poderá ter de elevar o preço da oferta pública pelas ações da Amazônia Celular pela segunda vez.

A área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a partir de recurso apresentado por um investidor, entendeu que o valor pago pelo grupo à Vivo VIVO4.SA na aquisição do bloco de controle da companhia, em dezembro de 2007, deve ser estendido na oferta aos minoritários com direito a voto (o chamado tag along).

Dessa forma, a Oi deveria realizar as ofertas públicas por 93,58 reais e 143,13 reais por ação, respectivamente, da Tele Norte Celular (holding) TNCP4.SA e da Amazônia Celular.

No dia 22 de setembro, a Oi informou uma elevação de 48 por cento no preço da oferta, que passou de 25,50 reais para 38 reais, mas a mudança não empolgou analistas consultados pela Reuters diante do pequeno impacto nas despesas da Oi -- 47,2 milhões de reais -- e pela pouca liquidez dos papéis da operadora da Região Norte e sua holding.

O leilão está marcado para o dia 22 deste mês. A Oi já informou querer simplificar a estrutura societária da companhia e poderá, inclusive, trocar os papéis pelos de sua própria emissão, fechando o capital da Amazônia.

No comunicado desta terça-feira, entretanto, a Oi afirma que "ainda está avaliando os fundamentos da decisão e se tomará medidas para sua reforma, inclusive por meio de recurso ao Colegiado da CVM".

Além da Amazônia Celular, a Oi aguarda alteração no atual Plano Geral de Outorgas (PGO) para concretizar a compra da Brasil Telecom BRTP4.SA. Só depois da publicação de um novo PGO ela poderá pedir a anuência da Anatel e do Cade para a transação.

(Por Taís Fuoco)