ATUALIZA-VALE retoma operação da ferrovia de Carajás nesta 4a

quarta-feira, 14 de maio de 2008 18:53 BRT
 

(Acrescenta entrevista com diretor da Vale)

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 14 de maio (Reuters) - O transporte de minério de ferro na Estrada de Ferro de Carajás, da Vale (VALE5.SA: Cotações), deverá ser retomado até ainda nesta quarta-feira e, só após se certificar das condições de segurança da operação a empresa retomará o transporte de passageiros.

Segundo o diretor de assuntos institucionais e de sustentabilidade da mineradora, Walter Cover, os estragos feitos por garimpeiros e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra na ferrovia, ocupada na terça-feira e liberada na manhã desta quarta, impedem a retomada imediata do serviço para os passageiros.

"Eles cometeram atos gravíssimos de sabotagem com alto potencial de provocar tragédias e risco de morte", afirmou a jornalistas o diretor, que reivindica maior apoio dos governos federal e estadual após sucessivos prejuízos da empresa.

Com a invasão, a Vale deixou de transportar 285 mil toneladas de minério de ferro e 1.300 pessoas ficaram sem transporte. Como a empresa está sem estoques no porto de São Luiz, no Maranhão, a carga deixou de ser embarcada e a empresa terá que pagar multa por atraso. No ano passado, a companhia pagou 275 milhões de reais por atrasos no embarque.

Esta foi a 11a invasão de manifestantes do MST em unidades da Vale nos últimos 13 meses. Segundo Cover, a diferença desta invasão para as demais foi a estratégia utilizada de danificar os ativos da empresa.

Entre outros danos os manifestantes retiraram 1.200 grampos que fixam os trilhos ao solo, num trecho de mais de 200 metros de extensão; cortaram os cabos de fibra ótica que passam pelos trilhos, interrompendo a comunicação via celular de Carajás; atearam fogo em pneus sobre os trilhos, danificando mais de 300 dormentes; e usaram macaco hidráulico para levantar os trilhos, comprometendo a sustentação da linha.   Continuação...