Conta petróleo fica negativa em US$1,6 bi no 1o trimestre--ANP

quarta-feira, 14 de maio de 2008 20:45 BRT
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 14 de maio (Reuters) - O aumento da importação de petróleo e derivados, aliado à redução de exportações, fez com que o Brasil registrasse um déficit na conta petróleo da ordem de 1,578 bilhões de dólares no primeiro trimestre, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

As importações nos três primeiros meses do ano somaram 3,169 bilhões de dólares, enquanto as exportações foram de 1,591 bilhão de dólares, puxada para baixo no período principalmente pelo desempenho de março, quando o país vendeu apenas 367,8 milhões de dólares em petróleo e derivados contra vendas de 607 milhões de dólares no mês anterior.

Em março do ano passado o país exportou 542,5 milhões de dólares em petróleo e derivados.

Em volume, as exportações caíram 48,3 por cento enquanto as importações cederam apenas 19,5 por cento. O preço médio do petróleo e dos derivados importados cresceu 56,7 por cento este ano até março comparado ao mesmo período do ano anterior, informou a ANP.

O aumento das importações de diesel e a redução das exportações de óleo combustível, devido ao maior uso de usinas térmicas de janeiro a março, foram apontados pela Petrobras (PETR4.SA: Cotações) como motivo para a suspensão da auto-suficiência de petróleo no país no primeiro trimestre, como informou a estatal durante a divulgação do balanço da empresa na segunda-feira.

Segundo o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, a situação é temporária e vai melhorar com a entrada em operação de plataformas da empresa, que aumentam a produção, e com o desligamento das térmicas à óleos diesel e combustível, o que já ocorreu este mês.

A ANP divulgou ainda que o valor pago pelo gás natural importado aumentou 78,1 por cento no primeiro trimestre, somando um gasto de 671,2 milhões de dólares contra os 376,8 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2007. O volume importado cresceu 28,5 por cento na mesma comparação, informou a ANP.

(Reportagem de Denise Luna; Edição de Mair Pena Neto e Alexandre Caverni)