November 14, 2007 / 11:58 AM / 10 years ago

Varejo segue forte e acumula ganho de 9,6% em 2007

3 Min, DE LEITURA

Por Renato Andrade

SÃO PAULO (Reuters) - O desempenho do varejo brasileiro segue em ritmo acelerado. As vendas em setembro avançaram 1,4 por cento, nono mês consecutivo de crescimento, acumulando no ano uma alta de 9,6 por cento, mostrou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

Na comparação com setembro do ano passado, o comércio registrou um aumento de 8,5 por cento no volume de vendas.

"Os dados mostram que o comércio cresce vigorosamente e não acreditamos que o ritmo vai ceder", afirmou Rodrigo Eboli, economista do BNY Mellon. "Temos como determinantes desse movimento a sustentação da renda e o crédito muito forte, muito sólido", acrescentou.

A receita nominal do setor cresceu 1,7 por cento de agosto para setembro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento foi de 12,2 por cento.

O aumento nas vendas de agosto para setembro reflete o bom desempenho de setores como Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumos e Móveis e eletrodomésticos.

COMÉRCIO AMPLIADO

"Mais importante que o resultado convencional do comércio varejista é o comportamento do varejo ampliado... nesta abertura de dados, o comércio cresceu 11,9 por cento em setembro ante setembro passado", chama atenção o economista José Luciano da Silva Costa, do Unibanco Asset.

O comércio ampliado inclui no cálculo os segmentos de veículos, motos, partes e peças, além de material de construção.

"São dois dígitos que indicam uma velocidade muito boa de demanda no momento em que nos encaminhamos para a sazonalidade também muito positiva de final de ano", acrescentou Costa.

Nos últimos 12 meses, o comércio varejista do país acumula um ganho de 8,9 por cento em suas vendas, e de 10 por cento nas receitas.

"A questão que fica é como vamos começar 2008. Se começarmos sem sinais de arrefecimento, as inquietações sobre oferta e demanda devem aumentar", pondera o economista do Unibanco Asset.

"É difícil enxergar no horizonte qualquer desaceleração. Por onde se olha, o que se vê é aquecimento e ainda temos estímulos monetários por vir, uma vez que o Copom promoveu uma longa sequência de cortes da Selic", lembra Rodrigo Eboli, da BNY Mellon.

Em outubro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interrompeu um ciclo de dois anos de corte da taxa básica de juro, mantendo a Selic em 11,25 por cento. Analistas ouvidos pela Reuters esperam que os cortes voltem a partir do próximo ano.

Reportagem adicional de Angela Bitencourt; Edição de Vanessa Stelzer

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