Rio Tinto alerta sobre China; revê calendário de venda de ativos

quarta-feira, 15 de outubro de 2008 10:42 BRT
 

Por James Regan

SYDNEY, 15 de outubro (Reuters) - A mineradora Rio Tinto (RIO.AX: Cotações) (RIO.L: Cotações) alertou nesta quarta-feira para a desaceleração da demanda da China por commodities devido à crise financeira mundial, e sinalizou um possível atraso nos planos para venda de 10 bilhões de dólares em ativos.

A Rio, que prometeu vender ativos não relacionados a sua principal atividade neste ano para pagar os débitos, também relatou uma queda de 30 por cento na produção de cobre refinado entre julho e setembro, enquanto que a participação na produção de minérios de grau mais baixo caiu 28 por cento na mina de Escondida, no Chile, uma parceria com a BHP Billiton Ltd/Plc (BHP.AX: Cotações)(BLT.L: Cotações).

O diretor-executivo Tom Albanese disse que a crise financeira global não influenciou sua oposição à oferta hostil de aquisição feita pela BHP.

"Nós continuamos muito confortáveis com nossa posição", afirmou Albanese a repórteres em uma teleconferência.

O alerta sobre China é o primeiro por parte de um importante fornecedor de matéria-prima indicando que o boom dosetor de commodities chinês está perdendo força.

"A curto prazo, a economia chinesa está parando para tomar fôlego. A China não está completamente isolada de uma recessão da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e veremos um impacto nas exportações chinesas", explicou Albanese, acrescentando que qualquer alta na demanda líquida do país não acontecerá antes de 2009.

A Rio e outras mineradoras de grande porte voltaram-se ainda mais para a China com a intenção de vender milhões de toneladas de metais e minérios para alimentar a rápida industrialização. A China respondeu por 18 por cento das vendas da Rio Tinto no ano passado.

A Rio disse que sua posição financeira permanece forte diante da fraqueza do mercado chinês e o panorama geral é positivo.

No entanto, dado o desafio dos mercados financeiros, a Rio estava revisando seu cronograma para os primeiros 10 bilhões de dólares prometidos para desinvestimentos --vendas com o objetivo de ajudar a empresa a recuperar parte dos 39 bilhões de dólares que pagou pelo grupo de alumínio Alcan em 2007.