BOVESPA-Fantasma da recessão volta a assombrar e índice desaba

quarta-feira, 15 de outubro de 2008 11:14 BRT
 

SÃO PAULO, 15 de outubro (Reuters) - Após subir quase 17 por cento em duas sessões, a reboque dos anúncios de injeção de capital em bancos atingidos pela crise, a Bolsa de Valores de São Paulo refletia a volta dos temores de recessão global e caía forte nesta quarta-feira.

Às 11h14, o Ibovespa .BVSP desabava 6,6 por cento, para 38.819 pontos. O giro financeiro da sessão era de 1,02 bilhão de reais.

Em Wall Street, o índice Dow Jones .DJI cedia 3,04 por cento, com renovados temores de que a crise financeira vai derrubar os lucros das empresas e provocar uma recessão profunda.

Na véspera, esse temor já havia derrubado os índices das praças nova-iorquinas. Mas a bolsa paulista foi na contramão, apoiada nos fortes ganhos das ações de bancos, beneficiados com medidas do Banco Central para ampliar a liquidez do sistema financeiro doméstico.

Mas nesta quarta-feira, mantido o cenário externo adverso, os investidores corriam a vender os papéis para garantir os lucros recentes. Com isso, Itaú ITAU4.SA cedia 5,97 por cento, para 27,55 reais; as units do Unibanco UBBR11.SA recuavam 6,8 por cento, a 15,68 reais; e Bradesco BBDC4.SA tinha declínio de 5,5 por cento, cotada a 26,85 reais.

O medo de recessão também pesava sobre empresas ligadas a commodities. Vale (VALE5.SA: Cotações) despencava 9,53 por cento, para 25,15 reais; e Petrobras (PETR4.SA: Cotações) perdia 7,69 por cento, para 25,13 reais.

Uma das poucas alta do dia era Lojas Renner LREN3.SA, subindo 2,6 por cento, a 20,52 reais. A companhia anunciou na véspera que cancelou a assembléia de acionistas que havia sido convocada para deliberar sobre a compra da rede Leader.

De acordo com analistas, a medida é positiva, já que a forte turbulência dos mercados nas últimas semanas tornou o preço da oepração anunciada anteriormente muito alto e desvantajoso para a Lojas Renner.

"Caso não vejamos uma melhora indiscutível do mercado de ações nos próximos dias, acreditamos em um cancelamento do negócio por parte dos acionistas", afirmou a corretora Ativa, em relatório.   Continuação...