Lobão diz que Equador ganha mais com permanência da PETROBRAS

quarta-feira, 15 de outubro de 2008 14:39 BRT
 

BRASÍLIA, 15 de outubro (Reuters) - O Equador ganharia mais com a presença da Petrobras (PETR4.SA: Cotações) no país, proporcionalmente, do que os lucros que a empresa brasileira poderia tirar de suas operações em solo equatoriano, avaliou o ministro de Minas e Energia do Brasil, que defendeu uma "solução civilizada" para o conflito.

"A Petrobras, eu poderia dizer, não está tendo lucros no Equador, ela está aí para ajudar. Se ela não for bem-vinda, deve haver uma solução civilizada", disse o ministro Edison Lobão a jornalistas nesta quarta-feira.

Ao comentar notícias recentes de que o presidente do Equador, Rafael Correa, teria a intenção de expulsar a Petrobras, Lobão minimizou a ameaça.

"Ele (presidente) pode fazer o que entender. Ele dirige um país soberano, (mas) não creio que ele vá fazer absolutamente nada disso. A Petrobras está ajudando o Equador", destacou, observando que a estatal brasileira conta com dois blocos no país, sendo um inexplorado, além de um oleoduto.

A Petrobras não quer ser prestadora de serviço no Equador, que ainda reivindica que a estatal devolva o controle do bloco 31, nas imediações do Parque Nacional de Yasuní, ainda não explorado.

A empresa explora o bloco 18, produzindo cerca de 11 mil barris diários de petróleo, e no momento negocia com o governo equatoriano sobre seus ativos no país, que inclui ainda um oleoduto que opera.

Segundo o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, em declaração a jornalistas na terça-feira, as negociações no Equador estão prosseguindo dentro da normalidade e ainda não há definição sobre a situação da empresa naquele país.

Segundo Lobão, que indicou que a Petrobras atua no Equador bastante orientada pela integração energética da América do Sul, se Correa resolver definitivamente que e Petrobras deve sair do país, terá que indenizar o Brasil.

"Basta que o governo diga que não quer a presença da Petrobras que a Petrobras se retirará, e o governo indeniza as instalações da Petrobras. Não haverá nenhuma briga por conta disso. Isso vai acontecer? Não acredito... O Equador não vai lucrar nada com isso."   Continuação...