23 de Outubro de 2007 / às 03:18 / 10 anos atrás

Avaliação de Lula recua, mas continua elevada, diz CNT/Sensus

Por Raymond Colitt

BRASÍLIA (Reuters) - A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuou entre junho e outubro, mesmo resultado da apreciação do desempenho pessoal do presidente, aponta pesquisa do instituto Sensus, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

A variação, porém, está dentro da margem de erro e a popularidade de Lula permanece elevada.

"Lula chegou a um teto natural", disse Ricardo Guedes, diretor do Sensus, ao justificar a oscilação. Ele acredita que o nível de popularidade do presidente Lula se deve ao desempenho da economia e aos programas sociais.

A pesquisa divulgada nesta segunda-feira mostra que a avaliação positiva do governo passou para 46,5 por cento em outubro, ante 47,5 por cento em junho, data do levantamento anterior.

A percepção negativa passou de 14 por cento para 16,5 por cento neste mês. Já o desempenho pessoal do presidente Lula foi aprovado por 61,2 por cento dos entrevistados, ante 64 por cento em junho. O desempenho se encaixa na margem de erro da pesquisa, de 3 pontos percentuais.

Para o presidente da CNT, Clesio Andrade, Lula mantém um bom nível de aprovação e o único senão à sua popularidade seria uma crise econômica internacional com reflexos no Brasil. "Fora isso é muito difícil ter uma queda."

SUCESSÃO

A sondagem avaliou também a preferência da população para presidente da República em 2010. Em uma lista com 22 candidatos, José Serra (PSDB), governador de São Paulo, aparece em primeiro com 12,8 por cento das indicações, seguido por outros dois tucanos: Geraldo Alckmin, candidato derrotado nas eleições do ano passado (11,6 por cento), e Aécio Neves, governador de Minas Gerais (9,8 por cento).

O primeiro nome de um partido da base governista é o do deputado Ciro Gomes (PSB), em quarto lugar, com 9,4 por cento das preferências. Do PT, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, é a mais lembrada, com 2,2 por cento das intenções de voto.

Pela pesquisa, 27,3 por cento da população não votaria no candidato apoiado por Lula, índice considerado baixo pelo Sensus. Outros 10,8 por cento votariam no nome indicado por Lula.

Entre os temas políticos em debate, a pesquisa aponta que 48,7 por cento dos entrevistados acredita que o mandato dos eleitos pertence ao candidato e para 38,3 por cento, pertence ao partido político. No entanto, 54,2 por cento concordam com a aprovação da fidelidade partidária pelo Supremo Tribunal Federal, decidida neste mês, e 30,7 por cento discordam.

Já a reeleição para cargos majoritários (prefeito, governador e presidente) tem a preferência de 57,4 por cento dos entrevistados, bem abaixo de abril, quando o índice ficou em 65,4 por cento. Os contrários somaram 38,2 por cento em outubro e 28,2 por cento em abril.

O sistema unicameral, colocado no cenário político pelo presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), e que prevê o fim do Senado, recebeu a aprovação de 45,3 por cento.

COMBUSTÍVEIS

A pesquisa sondou os entrevistados também sobre combustíveis. A destinação de áreas agrícolas para a produção de biocombustíveis não vai, para 49,4 por cento dos brasileiros, afetar a produção de alimentos, Já para 35,8 por cento, afetará. Tanto o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, quanto o líder cubano Fidel Castro declararam preocupação com o avanço da cana-de-açúcar sobre o cultivo de alimentos, o que foi rebatido pelo presidente Lula.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 deste mês, com 2.000 pessoas em 136 municípios do país.

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