Crise faz Portugal suspender venda de ações na Galp

quarta-feira, 15 de outubro de 2008 16:12 BRT
 

LISBOA, 15 de outubro (Reuters) - O governo de Portugal decidiu suspender a venda de até 7 por cento do capital da Galp Energia (GALP.LS: Cotações) até existirem condições mais favoráveis de mercado, disse o ministro português das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, nesta quarta-feira.

O secretário de Estado do Tesouro português, Carlos Pina, havia informado que as receitas com privatizações em 2008 cresceriam para 1,2 bilhão de euros, contra os 900 milhões de euros estimados para o orçamento deste ano.

A Galp era uma das empresas que o Governo admitia ser alvo de venda este ano para atingir o orçamento.

"Essa privatização continua programada. Nas condições atuais de mercado não faria sentido fazer essa privatização (Galp)", afirmou o ministro das Finanças, adiantando que o processo será retomado quando as condições melhorarem.

O executivo aprovou a preparação da quinta e última fase de venda da participação do governo na Galp, que marcará a privatização total da companhia em 31 de julho. A operação poderá ser feita por emissão de obrigações conversíveis em ações da Galp ou venda de ações.

A Galp é uma das parceiras da Petrobras na exploração do pré-sal da costa brasileira, uma região que pode conter bilhões de barris de petróleo e gás natural.

Atualmente, Portugal detém 7 por cento da Galp, que é controlada em 33,3 por cento pela Amorim Energia e em 33,3 por cento pela italiana Eni (ENI.MI: Cotações).

O programa de privatizações para 2008 incluía ainda a companhia aérea TAP e o governo também admitia equacionar a venda de uma posição da REN-Redes Energéticas Nacionais (RENE.LS: Cotações).

(Reportagem de Sérgio Gonçalves)