October 23, 2007 / 3:18 AM / 10 years ago

Mercado aprova plano de crescimento orgânico da VALE

4 Min, DE LEITURA

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 15 de outubro (Reuters) - O plano de investimento de 59 bilhões de dólares em cinco anos da Companhia Vale do Rio Doce (VALE5.SA) agradou o mercado, que prefere ver a mineradora desenvolvendo seus projetos do que desembolsando grandes somas por ativos já existentes.

Em 2008, a previsão é de investir 11 bilhões de dólares, contra os 7,4 bilhões de dólares previstos para 2007.

O plano da mineradora, divulgado na noite de quinta-feira da semana passada, véspera de feriado no Brasil, impulsionou as já valorizadas ações da companhia, que subiram cerca de 6 por cento no mercado norte-americano na sexta-feira e são alvo de realização de lucros nesta segunda.

Já no Brasil, por conta do ajuste em relação à Bolsa de Valores de Nova York, os papéis subiam 3,8 por cento, por volta das 12h35, enquanto o Ibovespa registrava alta de 1,6 por cento.

Na opinião de analistas, a opção da Vale de acelerar o desenvolvimento das suas reservas foi acertada, assim como aumentar o valor destinado à manutenção de ativos, o que poderá melhorar a produtividade da empresa.

"Principalmente a da Inco, que não teve muitos investimentos em manutenção no passado, pode ser beneficiada com aumento de produtividade", avaliou a analista do Banif Investment Banking Catarina Pedrosa.

A Vale adquiriu a produtora de níquel Inco há um ano, por cerca de 18 bilhões de dólares, tornando-se a segunda produtora mundial do metal.

Catarina, assim como a maioria dos analistas, vai passar o dia revendo o preço-alvo da mineradora, cujo valor no mercado disparou este ano com a perspectiva de continuidade da pressão de demanda por minério de ferro e outros metais.

Alguns já trabalham com a possibilidade de um reajuste de 50 por cento no preço do minério de ferro em 2008, contra o aumento de 9,5 por cento este ano, hoje considerado aquém da realidade da relação demanda/oferta.

Em relatório, o banco Fator informou nesta segunda-feira que está revendo a recomendação e o preço-alvo da Vale.

"Apesar de ambicioso consideramos o novo plano de investimentos positivo, pois minimiza a possibilidade de crescimento da companhia via aquisições a valores elevados", avaliou o banco.

A Vale anunciou a execução de mais de 30 projetos no mundo inteiro, inclusive alguns desconhecidos de analistas que acompanham a empresa.

"Foi muito bom (o anúncio) porque colocou no papel a expansão de Carajás, por exemplo, e trouxe projetos novos como o Maquiné-Baú", destacou Raphael Biderman, do Bradesco.

O projeto Maquiné-Baú pertence ao sistema Sudeste da Vale e fica no Estado de Minas Gerais. Ao todo serão investidos 2,2 bilhões de dólares para produção de 24 milhões de toneladas de minério de ferro e construção de ferrovia a partir de 2011.

"O plano cria muito valor porque monetiza o valor das reservas escondidas da Vale...a empresa tem reservas de níquel, cobre, vai acelerar a produção disso e desincentivar novos entrantes no mercado", afirmou Biderman.

A empresa divulgou também novas plantas de pelotização, como Itabiritos, em Minas Gerais, e a Usina VIII, prevista para o porto de Tubarão, no Estado do Espírito Santo. Fora do país, prevê uma pelotizadora em Omã, no Oriente Médio.

No final da tarde desta segunda-feira o presidente da Vale, Roger Agnelli, se reúne com analistas de mercado em Nova York, para comentar o novo plano de investimentos.

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