BOVESPA-Índice desacelera alta por fraqueza de Wall Street

segunda-feira, 15 de outubro de 2007 13:20 BRST
 

SÃO PAULO, 15 de outubro (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo se mantinha em alta na manhã desta segunda-feira, mas abaixo das máximas, depois que as bolsas norte-americanas acentuaram a queda.

Às 13h12 o Ibovespa .BVSP apresentava alta de 0,86 por cento, a 62.981 pontos. Na máxima do dia, chegou a subir 2,2 por cento, com o mercado se ajustando à valorização do mercado internacional na sexta-feira, quando a Bovespa não operou por conta do feriado e o índice de principais ADRs brasileiros .BR20 subiu 2 por cento.

O volume total negociado na bolsa era de 4,7 bilhões de reais, influenciado pelo exercício de opções desta segunda-feira. Os destaques eram as ações da Companhia Vale do Rio Doce (VALE5.SA: Cotações) e Petrobras (PETR4.SA: Cotações).

Segundo o operador de uma corretora nacional, que preferiu não se identificar, a desaceleração em relação à alta da manhã foi ocasionada por um pequena realização de lucros.

"Hoje o mercado abriu em alta muito forte, com Vale em 4 por cento e Petrobras em 3 por cento, por conta do ajuste normal em relação à sexta. Uma pequena realização já era esperada", afirmou o operador.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones estava em queda de 0,77 por cento, acompanhando a queda de ações de financeiras depois que o Citigroup (C.N: Cotações) afirmou que suspenderia recompra de ações. O mercado norte-americano também enfrentava nova alta nos preços do petróleo, que chegaram a atingir o recorde de 85,30 dólares por barril. Essa valorização afetavava papéis de conglomerados industriais.

No Brasil, entretanto, a alta do petróleo favorecia os papéis da Petrobras PET4.SA, que subiam 3,49 por cento, para 67 reais, com o maior giro do Ibovespa.

Já os papéis da Vale (VALE5.SA: Cotações) avançavam 2,93 por cento para 53,12 reais, depois que a mineradora divulgou na quinta-feira que investirá 11 bilhões de dólares em 2008, o que agradou analistas.

"Apesar de ambicioso, consideramos o plano de investimentos positivo, pois minimiza a possibilidade de crescimento da companhia via aquisições a valor elevado e aproveita o bom momento da economia global e a percepção na mudança estrutural no comportamento da demanda por minérios e metais a nível global", afirmou o analista da corretora Fator Eduardo Puzziello.   Continuação...