15 de Agosto de 2008 / às 18:45 / em 9 anos

Minc defende fortalecimento da Petrobras

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, saiu em defesa do fortalecimento da Petrobras nesta sexta-feira, em meio a um movimento contrário dentro do governo que pretende tirar da companhia os direitos sobre a exploração do pré-sal.

Em evento de lançamento do Programa Ambiental da estatal, que destinará 500 milhões de reais até 2012 para apoiar projetos do setor, Minc disse que a Petrobras faz as descobertas e depois “todo mundo quer”.

“A Petrobras tem que ser fortalecida, não enfraquecida, qualquer medida para diminuir o escopo da Petrobras deve ser repensado, com cautela”, afirmou o ministro antes de ganhar de Gabrielli um colete ecológico para sua coleção.

A posição de Minc vai contra a de alguns membros do governo, como o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que defende a criação da empresa, e do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já declarou que “o pré-sal não é da Petrobras”.

Lula criou uma comissão interministerial que tem até meados de setembro para apresentar propostas para exploração da área descoberta no ano passado e que pode conter bilhões de barris de óleo equivalente.

Falando em seguida a Minc, Gabrielli destacou em discurso inflamado que antes de se discutir o que se fará com os recursos do petróleo “é preciso discutir como o petróleo será produzido”.

Ele afirmou ainda que existe um limite para se tirar recursos da indústria do petróleo, porque é necessário manter o ritmo de investimentos para garantir a extração da commodity.

Depois, em coletiva, Gabrielli afirmou que as declarações se referiam “à indústria de maneira geral” e não eram relacionadas às descobertas do pré-sal.

“A Petrobras no ano passado, por exemplo, investiu fortemente o valor adicionado dela no desenvolvimento, na criação de infra-estrutura de produção, nas plataformas, nos sistemas submersíveis, e o que restou para o acionista, seja ele governo ou privado, foi apenas 6 por cento”, disse.

Segundo ele, 94 por cento foram usados nos investimentos e no pagamento de impostos e participações governamentais.

Na porta da estatal, sindicalistas aproveitavam o evento que reunia autoridades para mobilizar os passantes na defesa do petróleo nacional, retomando uma luta do final da década de 1940, quando foi confirmada a existência de petróleo no país e provocou a criação da Petrobras, em 1953.

Reportagem de Denise Luna

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