ELEIÇÃO-Tática difere "minoritários" e "latifundiários" no Rio

sexta-feira, 15 de agosto de 2008 20:25 BRT
 

Por Carla Marques

RIO DE JANEIRO, 15 de agosto (Reuters) - Os "minoritários" do tempo de propaganda eleitoral gratuita na eleição à prefeitura do Rio de Janeiro vão se desdobrar para transmitir sua mensagem, enquanto os "latifundiários" de muitos minutos desenvolvem estratégias mais elaboradas.

Na televisão, o programa do líder nas últimas pesquisas de intenção de votos, o senador Marcelo Crivella, do PRB, mostrará na primeira semana o apoio do vice-presidente, José Alencar, mas vai anunciar as caminhadas que fará pela cidade para compensar o limite de 1 minuto e 51 segundos. A campanha de Crivella é coordenada por Duda Mendonça.

Com apenas 57 segundos, o programa do deputado federal Chico Alencar (PSOL) contará com mensagens curtas e concisas, tentando guiar o eleitor até o site da campanha, onde poderá ter acesso a informações e propostas.

Para José Luís Fevereiro, coordenador de site, rádio e TV de Chico Alencar, é preciso "operar um milagre da comunicação". No primeiro dia, haverá apenas duas falas do candidato, cenas de rua e um depoimento final da senadora Heloísa Helena. O PSOL tenta ainda se apresentar como único partido de esquerda da eleição municipal.

ALLENDE E RIO 92

Se os representantes de legendas menos favorecidas em tempo buscam formas criativas de passar suas mensagens, os "latifundiários" do tempo de TV desenvolvem programas mais elaborados.

O deputado federal Fernando Gabeira (PV), que tem o segundo maior tempo disponível, 4 minutos e 46 segundos, apostará em relatos biográficos.

Na primeira semana, os programas resgatarão sua participação em conjunturas históricas, como a ditadura militar, o golpe contra o ex-presidente do Chile, Salvador Allende, a Eco-Rio 92, o assassinato de Chico Mendes e a cassação do ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti.   Continuação...