Delta e Northwest formarão maior companhia aérea do mundo

terça-feira, 15 de abril de 2008 09:23 BRT
 

Por Kyle Peterson e Jui Chakravorty Das

NOVA YORK (Reuters) - A Delta Air Lines comprará a Northwest Airlines por mais de 3 bilhões de dólares, de acordo com proposta revelada no final de segunda-feira. A operação criará a maior companhia aérea do mundo em um momento em que as empresas do setor buscam combater a disparada nos custos com combustíveis e fraqueza na economia.

Depois de registrarem 35 bilhões de dólares em prejuízos e de emergirem após cinco anos de um crise sofrida em 2006, as companhias aéreas norte-americanas esperam que fusões levem a tarifas maiores por conta de queda no número de vôos oferecidos e aumento do poder de mercado das empresas.

O acordo todo em ações dará aos acionistas da Northwest 1,25 ação da Delta para cada ação da Northwest que possuam, um ágio de 17 por cento sobre o preço de fechamento em Nova York, de 11,22 dólares.

As companhias aéreas também enfrentam um renovado senso de urgência para se consolidarem e cortarem custos em meio a uma alta continuada nos preços de combustíveis, fraqueza da economia e crescente ameaça competitiva por parte de rivais européias. Os preços de combustível de aviação mais que dobraram desde o começo do ano.

Se receber aprovação por parte de autoridades regulatórias, a nova empresa, encabeçada pelo presidente-executivo da Delta, Richard Anderson, terá sede em Atlanta e irá operar sob a marca da Delta. A companhia combinada terá cerca de 35 bilhões de dólares em receita anual e aproximadamente 75 mil funcionários.

Ambas as empresas saíram de processo de recuperação judicial no ano passado e a especulação da fusão veio depois que Anderson, ex-presidente-executivo da Northwest, tomou o leme da Delta.

As duas companhias afirmaram que o acordo promete gerar 1 bilhão de dólares por ano em receita e benefícios de custo. Anderson aponta que as economias de custos virão de redução nas despesas operacionais, uso mais eficaz de tecnologias, redução de despesas administrativas e capacidade de negociação com fornecedores.

Autoridades de defesa da concorrência do Departamento de Justiça dos EUA, que ainda avalia aval ao acordo, devem se focar na questão da concentração de mercado. A avaliação pode demorar meses, mas especialistas prevêem poucos obstáculos.   Continuação...