MPF pode abrir inquérito sobre declarações de diretor da ANP

terça-feira, 15 de abril de 2008 12:22 BRT
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro deve distribuir para os seus procuradores, nesta terça-feira, informações veiculadas na imprensa sobre uma possível descoberta de reservas de 33 bilhões de barris de óleo equivalente pela Petrobras, divulgada na véspera pelo diretor-geral da ANP, Haroldo Lima.

Segundo a assessoria do MP, existe a possibilidade de instauração de um inquérito administrativo.

"A matéria será distribuída e será escolhido um procurador que vai decidir se será instaurado um inquérito administrativo ou não", informou a assessoria por telefone à Reuters.

O anúncio feito por Lima na segunda-feira, e não confirmado pela Petrobras posteriormente, também foi criticado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que pediu explicações à Petrobras.

Em comunicado, a estatal negou a conclusão dos estudos na área conhecida como Carioca, na bacia de Santos, próxima ao campo de Tupi, onde havia anunciado uma megareserva de petróleo e gás no ano passado.

Mesmo após esclarecimentos da estatal, a CVM afirmou em um comunicado na noite de segunda que "vai analisar mais detidamente se haverá outras providências a adotar".

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) precisa ser notificada pela Petrobras sobre descobertas de petróleo ou gás natural no país, assim como as demais operadoras que atuam no Brasil.

A declaração de Lima provocou a alta de mais de 6 por cento das ações preferenciais da estatal na segunda-feira, que fecharam valorizadas em 5,6 por cento.   Continuação...