Citigroup pode levantar R$1bi com venda de fatia na Redecard

terça-feira, 15 de janeiro de 2008 18:38 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Em meio aos problemas que enfrenta nos Estados Unidos, o Citigroup pode levantar cerca de 1 bilhão de reais com a venda de uma fatia na Redecard, considerando os preços atuais das ações da empresa brasileira.

A Redecard anunciou nesta terça-feira que seus acionistas controladores --Citi, Itaú e Unibanco-- pretendem fazer uma oferta pública secundária de ações da empresa de captura e transmissão de transações de cartões de crédito e débito.

De acordo com o prospecto preliminar da oferta secundária da Redecard, o Citi vai vender 41,13 milhões de ações da empresa brasileira. A quantidade de ações que será oferecida pelos demais acionistas ainda não foi revelada.

No início desta terça, o Citi informou que está levantando ao menos 14,5 bilhões de dólares e reduzindo seus dividendos trimestrais em 41 por cento para ajudar a sustentar uma base de capital debilitada por perdas em hipotecas de alto risco e crédito de consumo.

O maior banco dos EUA também divulgou seu primeiro prejuízo trimestral, atingido pela baixa contábil de 18,1 bilhões de dólares relacionada à crise no mercado imobiliário norte-americano, mais 4,1 bilhões de dólares relacionados ao aumento dos custos com crédito nos EUA.

O prejuízo líquido do Citigroup no quarto trimestre totalizou 9,83 bilhões de dólares, ou 1,99 dólar por ação, praticamente o dobro da perda esperada por analistas.

REDECARD CAI

As ações da Redecard caíram 7,72 por cento na Bolsa de Valores de São Paulo, para 26,07 reais. Os papéis da companhia têm recuado nas últimas sessões, diante da expectativa no mercado de que uma oferta secundária de ações seria realizada pelos controladores.

O Citi tem 23,95 por cento da Redecard, com 161,20 milhões de ações. Com a venda na oferta secundária, a fatia do banco norte-americano na companhia brasileira cairá para perto de 18 por cento.

A Redecard fez sua estréia na Bovespa em julho do ano passado, em uma das maiores ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês) da história da bolsa paulista.

(Reportagem de Cesar Bianconi)