Insulza pede América Latina para libertar reféns das Farc

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008 22:34 BRST
 

WASHINGTON (Reuters) - Os países da América Latina e do hemisfério deveriam se unir para trabalhar pela libertação de todas as pessoas sequestradas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), disse na quarta-feira o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

Ele lembrou que, depois da libertação unilateral de duas reféns pelas Farc, ainda restam 774 pessoas sequestradas pela guerrilha, algumas delas há anos.

"Esses sequestros prolongados de pessoas são atropelos contra a humanidade", disse Insulza durante reunião do conselho permanente da OEA.

"Acho que todos temos que reconhecer isso e trabalharmos unidos para que chegue ao fim", acrescentou.

Insulza classificou a situação dos sequestrados como um dos casos "mais dramáticos" de violação aos direitos humanos no continente. Ele reiterou a disposição da OEA de trabalhar com o governo colombiano para que chegue a um acordo de paz com a guerrilha.

As reféns Clara Rojas e Consuelo González foram libertadas pelas Farc num desagravo ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, após o governo da Colômbia interromper a mediação de Chávez que tentava a libertação de 45 reféns políticos.

(Por Adriana Garcia)