April 16, 2008 / 5:35 PM / 9 years ago

CONSOLIDA-Construção de imóveis cai para menor nível em 17 anos

4 Min, DE LEITURA

Por Glenn Somerville

WASHINGTON, 16 de abril (Reuters) - O número de construção de novas moradias nos Estados Unidos caiu no último mês para o menor nível em 17 anos, enquanto os preços para o consumidor subiram um pouco menos do que o esperado, dando ao Federal Reserve um pouco mais de espaço para cortar a sua taxa de juro e combater a desaceleração iniciado no setor imobiliário.

Enquanto o recuo no setor imobiliário persiste, a produção industrial se recuperou inesperadamente à medida que empresas de serviço público aumentaram sua produção devido a um inverno mais rigoroso, compensando o fraco crescimento manufatureiro.

O Departamente de Comércio afirmou nesta quarta-feira que as construções de novos imóveis despencaram 11,9 por cento em março para uma taxa anual de 947 mil unidades, o menor ritmo desde março de 1991 e bem abaixo da expectativa de 1,02 milhão de unidades esperadas por economistas.

"Este número de construções sugere que o ritmo de desaceleração está se intensificando, o que é a última coisa que a economia dos Estados Unidos precisa neste momento", disse Stephen Malyon, estrategista sênior de câmbio da Scotia Capital.

Separadamente, o Departamento do Trabalho afirmou que os preços ao consumidor subiram 0,3 por cento no último mês, crescendo menos do que o esperado, após uma leitura estável em fevereiro.

Excluindo alimentos e energia, o núcleo do indicador, que também se manteve estável em fevereiro, avançou 0,2 por cento, contido por uma grande queda nos custo de vestuário.

Os dados imobiliários apontam para uma contínua deterioração do setor à medida que o número de alvarás caiu 5,8 por cento para o seu menor nível desde abril de 1991, quando a economia se encontrava em recessão.

PRESSÕES DOS PREÇOS ENERGÉTICOS

Os dados dos preços ao comsumidor mostraram que os crescentes preços de energia continuam pressionando a inflação.

Os preços do setor de energia subiram 1,9 por cento em março. O custo da gasolina, que atingiu preços recordes no último mês, avançou 1,3 por cento.

"Apesar de seu núcleo benigno, a alta do indicador irá persuadir o Fed a ser menos agressivo nos cortes de juros", disse Richard DeKaser, economista chefe da National City.

O Fed disse que a produção das minas nacionais, fábricas e de serviços públicos avançou 0,3 por cento em março após uma queda revisada de 0,7 por cento em fevereiro.

Economistas de Wall Street previram um declínio de 0,1 por cento para este mês, após o indicador de fevereiro mostrar uma queda de 0,5 por cento.

A taxa de utilização da capacidade, um medidor da ocupação da indústria nacional, subiu levemente para 80,5 por cento, frente aos 80,3 por cento registrados anteriormente, ainda bem abaixo dos níveis que seriam considerados inflacionários.

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