Preços no atacado seguem em alta, mas no varejo arrefecem

quarta-feira, 16 de julho de 2008 09:05 BRT
 

Por Vanessa Stelzer

SÃO PAULO (Reuters) - Os preços no atacado brasileiro continuam em aceleração, em razão sobretudo do setor agrícola, mas no varejo a inflação continua dando sinais de arrefecimento, segundo dois índices divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

O Índice Geral de Preços-10 contrariou a previsão do mercado e subiu em ritmo mais forte, em 2,00 por cento neste mês, ante avanço de 1,96 por cento em junho. Analistas consultados pela Reuters previam alta de 1,88 por cento, de acordo com a mediana de 10 estimativas, que variaram entre 1,75 e 1,96 por cento.

O IGP-10 é formado 60 por cento pelos preços no atacado, 30 por cento pelo varejo e 10 por cento pela construção civil.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), por outro lado, veio melhor que o esperado, subindo 0,69 por cento na segunda prévia de julho, ante alta de 0,79 por cento na abertura do mês. Foi a menor leitura desde o início de abril.

"Internamente, além dos preços do petróleo, os índices de inflação domésticos são outra variável importante para determinar se a curva dos DIs (juros futuros) vai se firmar em baixa e para formar um quadro mais definido de apostas para a reunião do Copom na próxima semana", disse em nota Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.

Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) vêem mostrando queda em pregões bastante voláteis, corrigindo as fortes altas anteriores e reagindo a melhores números de inflação. O Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se na próxima semana para definir a taxa Selic e ainda há uma divisão entre os economistas sobre se a alta será de 0,50 ou de 0,75 ponto percentual.

AGRÍCOLAS SALTAM   Continuação...