China pede que Irã coopere com agência nuclear da ONU

terça-feira, 16 de setembro de 2008 07:27 BRT
 

PEQUIM (Reuters) - A China fez um apelo ao Irã para que a República Islâmica coopere com a agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU), mas procurou distanciar-se dos pedidos de sanções após um relatório apontar que Teerã está impedindo a análise de suas atividades atômicas.

Após o relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), divulgado na segunda-feira, Estados Unidos e Grã-Bretanha aumentaram a expectativa de imposição de novas sanções para que o Irã suspenda os trabalhos de enriquecimento de urânio e coopere mais com inspeções que buscam verificar se o Irã desenvolve meios para fabricar uma bomba atômica.

A República Islâmica nega as acusações de que busque a fabricação de armas nucleares, culpa a AIEA pelo impasse e afirma que seu programa nuclear é pacífico.

"Esperamos que o Irã e a AIEA continuem a cooperar para resolver as questões não decididas o mais rápido possível", disse em entrevista coletiva Jiang Yu, porta-voz do Ministério do Exterior da China. "Tensões não são a maneira de se resolver esses problemas."

Grande consumidor do petróleo iraniano e com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, Pequim se tornou foco dos esforços diplomáticos para pôr fim ao impasse envolvendo o programa nuclear iraniano.

A China apoiou resoluções anteriores do Conselho de Segurança que impuseram sanções limitadas ao Irã, mas tem se mostrado relutante em adotar medidas que abalem seus laços energéticos e econômicos com Teerã.

O Irã é o terceiro maior fornecedor de petróleo importado para a China, atrás de Arábia Saudita e Angola.

(Reportagem de Chris Buckley)