RPT-Shell quer vender tecnologia de GNL flutuante para PETROBRAS

terça-feira, 16 de setembro de 2008 07:25 BRT
 

(Repete texto publicado na noite de segunda-feira)

RIO DE JANEIRO, 16 de setembro (Reuters) - O Brasil é um país chave para a Shell e os planos da companhia, uma das parceiras da Petrobras no pré-sal da bacia de Santos, são de continuar investindo no país, tanto na exploração e produção de petróleo como na distribuição de combustíveis.

A parceria pode crescer ainda mais, segundo o diretor financeiro da Shell, Peter Voser, se a Petrobras utilizar a tecnologia para produzir Gás Natural Liquefeito (GNL) em unidades flutuantes que está sendo desenvolvida pela Shell, exatamente o que a Petrobras está elegendo como a melhor solução para o gás natural contido nos reservatórios gigantes da área pré-sal da bacia de Santos.

"Nós estamos trabalhando numa base global, seja onshore ou flutuante, e podemos trazer para o Brasil e terá um papel importante", disse o diretor financeiro da Shell, Peter Voser. "Podemos oferecer ao Brasil e a Petrobras, e vamos considerar isso nas nossas conversas com Petrobras", afirmou.

Sobre a mudança no marco regulatório em andamento no Brasil, Voser afirmou que os investidores só desejam "regras claras, porque todos os modelos já se mostraram bons", disse referindo-se aos vários sistema no mundo que regulam o setor.

A Shell é parceira da Petrobras no campo de Bem-te-vi, na bacia de Santos, onde ainda não há reservas estimadas. Outros campos na mesma bacia, próximos ao pré-sal, também fazem parte do portfólio da empresa, como o BM-S-8, onde possui 20 por cento e BM-S-54, no qual tem 30 por cento.

A empresa já produz no país cerca de 30 mil barris diários no campo Bijupirá-Salema, na bacia de Campos, e aguarda para o final deste ano o final da fase de avaliação do campo BM-S-4, na bacia de Santos.

"O campo já tem comercialidade declarada mas temos lá os desafios do petróleo pesado, até o final do ano teremos uma avaliação", explicou sem dar detalhes.

(Por Denise Luna; Edição de Fabio Murakawa)