16 de Setembro de 2008 / às 15:15 / em 9 anos

BOVESPA-Índice reduz perdas após reversão de Wall Street por AIG

SÃO PAULO, 16 de setembro (Reuters) - Em meio ao vai-e-vem de notícias sobre a crise nos Estados Unidos, a Bolsa de Valores de São Paulo limitava parcialmente as perdas nesta terça-feira, depois de ter caído ao menor nível em 17 meses.

Às 12h06, o Ibovespa .BVSP anotava queda de 1,8 por cento, aos 47.548 pontos. O giro financeiro era de 2,12 bilhões de reais.

O noticiário envolvendo dificuldades de grandes instituições financeiras norte-americanas mantinha os mercados internacionais sob tensão, mas Wall Street revertia e passava a subir com novas notícias mais animadoras.

Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones .DJI subia 0,78 por cento. Da mesma forma, o S&P 500 .SPX avançava 0,71 por cento, depois de ter chegado a cair para o menor patamar desde outubro de 2005.

O foco era a notícia de que o governo norte-americano se dispôs a injetar dinheiro público para salvar a seguradora AIG (AIG.N), que teve o rating de crédito reduzido por agências de classificação de risco, que a viram à beira da bancarrota.

Em outra frente, depois de ter pedido proteção contra falência na véspera, o Lehman Brothers teria conseguido fechar acordo para vender parte de suas unidades para o britânico Barclays.

Por outro lado, o Goldman Sachs teve a recomendação para suas ações reduzida por diversas instituições, depois do banco divulgar que seu lucro despencou 70 por cento no terceiro trimeste.

“A bússola para os negócios hoje é o noticiário dos bancos e a espera pela reunião do Federal Reserve”, disse Valmir Celestino, diretor de renda variável do banco Safra.

Nesta tarde, os diretores do Fed se reúnem para decidir o rumo da taxa básica dos Estados Unidos, hoje em 2 por cento ao ano. A expectativa média do mercado é que a autoridade monetária aplique um corte de 0,25 ponto percentual à taxa.

“Enquanto isso não sai, ninguém está se atrevendo a montar posições muito fortes, de compra ou de venda”, acrescentou Celstino.

Apertadas pela forte desvalorização dos preços internacionais das matérias-primas, as ações de empresas de commodities eram as mais castigadas. Usiminas (USIM5.SA) desabava 4 por cento, a 41 reais.

Dentre as blue chips, Vale (VALE5.SA) recuava 1,67 por cento, para 33,06 reais. No vácuo da queda do barril de petróleo para a faixa de 92 dólares, o menor preço em sete meses, Petrobras (PETR4.SA) exibia estabilidade, a 29,8 reais.

Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Alberto Alerigi Jr.

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