16 de Julho de 2008 / às 15:17 / em 9 anos

CONSOLIDA-Inflação sobe nos EUA, mas produção industrial melhora

Por Burton Frierson

NOVA YORK, 16 de julho (Reuters) - A inflação dos Estados Unidos acelerou em junho para o nível mais forte desde 2005, logo após o furacão Katrina, enquanto a renda dos trabalhadores desabou, criando dificuldades para a política monetária que tenta sustentar uma economia fraca sem alimentar as pressões inflacionárias.

Mas a produção industrial inesperadamente cresceu 0,5 por cento em junho, contrariando as expectativas de estabilidade e sucedendo uma queda em maio. Isso pode diminuir um pouco da preocupação com a desaceleração econômica.

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 1,1 por cento em junho, maior alta desde setembro de 2005.

Na comparação com o ano anterior, a alta foi de 5 por cento, a mais forte desde 1991. Junto com dados do mesmo relatório, que mostraram queda de 0,9 por cento da renda real semanal em junho, os números reforçaram o temor de que os EUA possam estar entrando em um período de estagflação.

“O relatório salienta o ambiente de estagflação em que estamos agora, o que não é bom para o dólar”, disse Stephen Malyon, estrategista sênior de câmbio do Scotia Capital, em Toronto. “Há tanta incerteza no mercado que as notícias de inflação mais alta já não significam um aumento do juro.”

Os dados foram divulgados antes do segundo dia de audiência do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, no Congresso.

Na terça-feira, ele alertou para os riscos ao crescimento e para a possibilidade de um aumento da inflação. O foco dele nos problemas do setor financeiro e no cenário ruim de crescimento fez os investidores diminuírem a expectativa de um aumento do juro ainda neste ano.

A inflação anual de 5 por cento ficou perto dos 5,3 por cento estimados na pesquisa Reuters/Universidade de Michigan sobre confiança do consumidor. Mas os membros do Fed têm chamado mais atenção para as expectativas de longo prazo, que ainda estão girando em 3,4 por cento.

As aplicações em hipotecas cresceram pela terceira semana consecutiva, refletindo o aumento da demanda por refinanciamento imobiliário em meio à queda das taxas de juros.

O relatório da Associação dos Concessores de Hipotecas deu alguma esperança para o setor imobiliário --origem da atual crise econômica e fonte de turbulência no mercado financeiro.

A quarta-feira trouxe outra notícia favorável ao setor. O Wells Fargo (WFC.N), quinto maior banco dos Estados Unidos, divulgou resultados melhores que o esperado para o trimestre e aumentou os dividendos.

De acordo com o Tesouro, os EUA tiveram fluxo negativo de 2,5 bilhões de dólares em maio, após entrada líquida de 61,6 bilhões de dólares em abril. O dado foi visto como um sinal ruim para o dólar.

Reportagem adicional de Gertrude Chavez-Dreyfuss

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