16 de Outubro de 2008 / às 21:15 / em 9 anos

Tarso vê dificuldade para Marta com desvantagem de 14 pontos

RIO DE JANEIRO, 16 de outubro (Reuters) - Após evitar comentários sobre o segundo turno da eleição à prefeitura de São Paulo, o ministro da Justica, Tarso Genro, reconheceu um quadro delicado para a candidata do PT, Marta Suplicy.

"Eu tenho poucos dados da campanha, tenho medo de dar uma opinião errada", relutou Tarso, inicialmente. Questionado sobre a dificuldade de Marta em São Paulo, respondeu: "A dificuldade é que está 14 pontos atrás."

No Rio para participar de evento do Pronasci, no Palácio Guanabara, o ministro se encontrou com o candidato Eduardo Paes (PMDB) e gravou um depoimento para o programa do candidato, que enfrenta no segundo turno Fernando Gabeira (PV).

Na avaliação de Genro, o segundo turno no Rio de Janeiro ganhou conotação nacional pela formação de um bloco político que se contrapõe ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"É um bloco que tem o PFL e outros partidos", disse ele em relação ao grupo de apoio à candidatura de Gabeira, que reúne o PSDB, o PPS e o DEM (ex-PFL), todos oposicionistas do governo federal.

"O outro bloco representa o que pensa o presidente da República e essa guinada que nós fizemos no crescimento e na distribuição da renda. É por isso que apoiamos o Eduardo Paes", acrescentou.

Tarso Genro afirmou que acredita na vitória do peemedebista, mas declarou que o governo federal não vai discriminar a cidade do Rio de Janeiro qualquer que seja o resultado.

"Se eventualmente ele (Paes) não ganhar, o que eu acho que não vai acontecer, nossa atitude vai ser a mesma, não tem discriminação por parte do governo federal", disse o ministro, citando que o governo já pôs 100 milhões de reais no Rio Grande do Sul, governado pela tucana Yeda Crusius.

Sobre a eleição em Porto Alegre, cidade que já governou, Genro aposta na tradição de chegada do PT.

"Lá em Porto Alegre, nós vamos chegar juntos no segundo turno. A Maria do Rosário saiu de 22 e foi para 40 pontos percentuais, portanto, está ascendente", ressaltou, referindo-se ao índice de votos que a candidata petista teve no primeiro turno e o que aponta a última pesquisa do Ibope, feita nos dias 9 e 10 de outubro.

"É uma tradição do PT ter um surto de crescimento na última semana. A eleição será muito parelha e achamos que podemos virar o quadro, sim."

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier, Edição de Mair Pena Neto

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