Ganho da Bovespa após grau de investimento já chega a 14%

sexta-feira, 16 de maio de 2008 18:02 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Escalada das commodities, dólar no menor nível em nove anos, expectativa de outro grau de investimento do Brasil e movimento calmo dos mercados externos. Essa pródiga combinação concorreu para a Bolsa de Valores de São Paulo fechar esta sexta-feira em nova pontuação máxima.

Com alta de 1,78 por cento, o Ibovespa atingiu os 72.766 pontos, estabelecendo novo recorde, o oitavo desde que a agência Standard & Poor's elevou o rating soberano brasileiro para o primeiro degrau da faixa considerada investimento seguro. Desde então, o índice já subiu 14 por cento. O giro do pregão nesta sexta foi de 6,88 bilhões de reais.

"O mercado está trabalhando com a hipótese de que a agência Fitch também vai elevar a nota do Brasil", disse Kelly Trentin, analista de investimentos da corretora SLW.

No plano externo, o efeito negativo da queda do índice de confiança do consumidor norte-americano ao menor nível em 28 anos sobre Wall Street foi perdendo força ao longo do dia, até ser quase totalmente absorvido. O índice Dow Jones fechou em leve queda de 0,05 por cento.

Esse panorama foi um prato cheio para os comprados, investidores do mercado de opções que apostam na alta dos papéis. O vencimento desses contratos vence na segunda-feira.

As ações preferenciais da Petrobras, as mais importantes do Ibovespa, subiram 2,2 por cento, a 48,15 reais, também refletindo a escalada do petróleo, cujo barril subiu para novo recorde nesta sexta-feira, acima dos 126 dólares. Na mesma mão, as preferenciais da Vale ganharam 3,1 por cento, cotadas a 58,62 reais.

À frente delas, apareceram os papéis de outras empresas ligadas a commodities, sob liderança das preferenciais da Sadia, com avanço de 5,6 por cento, a 12,99 reais. Puxando a fila das siderúrgicas, os papéis preferenciais da Gerdau deram um salto de 5,1 por cento, a 80,04 reais.

O destaque negativo da sessão foram as ações preferenciais do Pão de Açúcar, liderando a ponta de baixa do índice, ao cair 4,3 por cento, a 38 reais, devolvendo boa parte dos ganhos da semana.